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Angelina Jolie removeu os ovários

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Danny Moloshok/Reuters

Dois anos depois de ter retirado os seios, a atriz anuncia ao mundo que fez uma nova cirurgia preventiva contra o cancro, tendo removido desta vez os ovários e as trompas de falópio, o que a fez entrar numa menopausa forçada.

"Eu tinha estado a planear isto durante algum tempo. É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas os efeitos são mais profundos. Coloca a mulher numa menopausa forçada", escreve Angelina Jolie no artigo de opinião, publicado esta terça-feira no "The New York Times", em que anuncia ter removido os ovários e as trompas de falópio, também conhecidos como as tubas uterinas



No artigo intitulado "Angelina Jolie Pitt: Diário de uma Cirurgia" faz uma descrição do processo que passou e os motivos da sua decisão, procurando aconselhar mulheres que possam encontrar-se em situações similares.



A sua mãe, avó e uma tia morreram de cancro e a atriz possui uma mutação do gene BRCA1 o que lhe dava uma probabilidade de 87% de vir a desenvolver cancro da mama e 50% do cancro dos ovários - o que já a havia levado há cerca de dois anos a submeter-se às cirurgias em foram lhe retirados ambos os seios. A mãe morreu aos 56 anos, após ter lutado contra o cancro da mama durante uma década.



A decisão de avançar já para a nova cirurgia foi tomada após ter sabido há cerca de duas semanas que os marcadores dos seus exames sangue indicavam que poderia ter cancro dos ovários numa fase inicial. Os exames que efetuou posteriormente não apresentaram mais indícios nesse sentido, mas não eram totalmente conclusivos, o que a levou a decidir concretizar já a remoção dos ovários e das trompas de falópio.

Operação revelou que possuía apenas um pequeno tumor benigno

A operação acabaria por revelar que possuía um pequeno tumor benigno num ovário, mas os tecidos não indicavam qualquer sinal de cancro.

O seu marido Brad Pitt encontrava-se em França, mas regressou aos Estados Unidos logo após Jolie tê-lo informado dos sinais dos seus marcadores, tendo-a acompanhado no processo que se seguiu.



"A beleza de momentos da vida como este é que se vê as coisas com muita clareza. Sabemos os motivos pelos quais vivemos e o que é importante. É polarizante, e é muito pacifico", refere a atriz.



A atriz, realizadora e enviada especial do alto comissário da ONU para os refugiados, atualmente com 39 anos, tem seis filhos com Pitt, três dos quais adotados.

"Não é fácil tomar decisões como esta"

Atualmente está a tomar hormonas devido à cirurgia a ter feito entrar na menopausa e refere esperar por algumas mudanças físicas, mas diz sentir-se com força e estar consciente que este tipo de situação será muito mais complicada para mulheres que ainda não tenham sido mães:

"Fico muito sensibilizada em relação às mulheres às quais este momento chega numa fase precoce da vida, antes de terem tido filhos. A situação delas é mais difícil do que a minha. Eu investiguei e descobri que há opções para as mulheres retirarem as tubas uterinas mas manterem os seus ovários, de modo a preservarem a sua capacidade de gerarem filhos e não entrarem na menopausa. Eu espero que elas possam estar conscientes disso."



"Não é fácil tomar decisões como estas. Mas é possível tomar o controlo e enfrentar de cabeça erguida qualquer assunto de saúde. Vocês podem procurar aconselhamento, saber sobre as opções e fazer as escolhas indicadas para vocês. Conhecimento é poder", conclui.