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Amnistia Internacional revela novas imagens de 'gulags' norte-coreanos

Relatório da Aministia Internacional compara imagens de 2011 e 2013 de dois campos de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Um deles aumentou.

Novas imagens de satélite reveladas hoje pela Amnistia Internacional (AI) mostram a dimensão de dois campos de trabalho da Coreia do Norte, tornando evidente o seu desenvolvimento desde 2011.

Num relatório sobre as infraestruturas de repressão no país, além das imagens são citados vários testemunhos sobre o que se passa nos "gulag" norte-coreanos, nomeadamente naquele que é considerado o maior, o 16, e onde em 2011 se acreditava estarem presas 20 mil pessoas.

Com uma área aproximada de 560 quilómetros quadrados - três vezes o tamanho de Washington DC -, o campo 16 aparece, segundo as fotografias, com "a presença de mais construções, o que indica um ligeiro aumento da população", de acordo com a organização de Direitos Humanos.

São também visíveis áreas de "exploração mineira, florestal e agrícola", assim como o alargamento de uma zona industrial.

O relatório menciona ainda o testemunho de um antigo oficial de segurança deste gulag, que fala pela primeira vez, descrevendo que os prisioneiros eram forçados a cavar as suas próprias sepulturas e que muitas mulheres eram violadas e depois desapareciam.

Em relação a um outro campo de concentrações, o 15, a comparação das fotografias de 2011 e as de 2013 mostra a destruição dos anteriores 39 blocos, ainda que apareçam seis novas construções. O perímetro de segurança continua bem marcado, detetando-se o que parece uma fábrica de mobiliário.

Im Young-soon, um antigo prisioneiro deste campo, recorda algumas execuções a que assistiu, como a de duas mulheres que tentaram fugir. "Foram colocadas num palco, presas a umas tábuas depois de torturadas e mortas a tiro".

Uma comissão de inquérito da ONU sobre as violações dos Direitos Humanos na Coreia do Norte vai apresentar o seu relatório final junto do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em março de 2014.

Esta é a primeira vez que uma instância da ONU lança uma investigação a esta escala sobre a Coreia do Norte.

Em 2012, também através de imagens satélite, foi possível perceber que a Coreia do Norte mantinha en funcionamento um outro campo de trabalho - o 22.