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Amnistia Internacional diz que Hamas também cometeu crimes de guerra

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Israel levou a cabo uma ofensiva sobre a Faixa de Gaza ao longo de 50 dias no verão passado

Getty

Num surpreendente relatório divulgado esta quinta-feira, a organização de direitos humanos acusa militantes palestinianos de também terem cometido crimes de guerra durante o conflito do verão passado na Faixa de Gaza.

Os "rockets" e morteiros disparados pelos militantes palestinianos durante o conflito que teve lugar na Faixa de Gaza, no verão passado, são "crimes de guerra" e manifestaram um "flagrante desrespeito" pela vida de civis, refere um surpreendente relatório divulgado esta quinta-feira pela Amnistia Internacional.



A organização considera que todos os "rockets" usados pelo Hamas e por outros militantes, alguns com até 160 quilómetros de alcance, não eram dirigíveis pelo que não podiam ser direcionados com precisão, atingido alvos de forma indiscriminada. O relatório acrescenta que os morteiros também são imprecisos e nunca devem ser usados contra alvos militares que se situem próximo ou em áreas civis.



"Eles eram inerentemente indiscriminados e, usando-os, é provável que se fira e mate civis", refere o documento. A Amnistia nota ainda que o braço armado do Hamas assumiu que procurou, deliberadamente, atingir civis.

Palestinianos mataram seis israelitas e 13 palestinianos 

Mas mesmo no caso dos ataques lançados pelos grupos palestinianos a maioria das vítimas foram os próprios palestinianos. Os dados indicam que este tipo de ataques causou a morte de, pelo menos, seis civis israelitas e 13 palestinianos.



Os militantes palestinianos dispararam 4881 "rockets" e 1753 morteiros contra Israel durante o conflito, segundo dados das Nações Unidas.



A disparidade de meios levou a que as baixas no conflito, que durou 50 dias, tenham sido predominantemente do lado palestiniano: 2250 palestinianos morreram, entre os quais 1585 civis, e 66 soldados israelitas, segundo números das Nações Unidas. Até aqui, as organizações dos direitos humanos haviam se manifestado sempre contra a ofensiva levada a cabo por Israel durante 50 dias.



A Amnistia considera, contudo, que ambos lados devem ser responsabilizados pelo conflito.



O Hamas reagiu, declarando que o relatório da organização de direitos humanos contém imprecisões e falsas alegações.