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Amnistia Internacional culpa Israel de crimes de guerra

Os crimes terão ocorrido durante a operação "Margem Protetora", executada entre julho e agosto deste ano pelo exército israelita na Faixa de Gaza. A Amnistia Internacional pede que o estado de Israel seja alvo de investigação.

Na base da acusação está a demolição de quatro edifícios de vários andares durante os últimos dias da operação, ação que a Amnistia Internacional considera uma violação dos direitos humanos internacionais.

Philip Luther, diretor da organização para o Médio Oriente e norte de África, citado pela agência Lusa, considera que as demolições "foram feitas de forma deliberada e sem justificação militar".

A Amnistia Internacional veio hoje defender que o caso deve ser investigado, uma vez que "os crimes de guerra devem ser examinados de forma independente e imparcial e os responsáveis devem ser julgados no contexto de um julgamento justo".

Além das demolições, a organização não-governamental acusa também Israel de ter destruído uma zona comercial em Rafah, cidade palestiniana a 30 km a sul de Gaza, com o objetivo de enfraquecer o Hamas. Israel argumenta que um dos edifícios albergava um posto de comando do movimento islamita que controla a Faixa de Gaza, e não reage a mais nenhuma acusação.