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AirAsia. Familiares e amigos aguardam notícias

Juni Kriswanto / AFP / Getty Images

Mais de cem familiares e amigos dos passageiros do voo QZ8501, que desapareceu este domingo, aguardam por informações no aeroporto internacional de Juanda, em Surabaia, num ambiente envolvo em ansiedade e lágrimas.

Um dos funcionários do aeroporto internacional da segunda maior cidade indonésia, que não quis ser identificado, afirmou à agência Lusa que "mais de 100 pessoas" encontram-se no aeroporto à espera de "explicações oficiais da companhia" AirAsia.

A mesma fonte contou que, entre o grupo, há também "algumas crianças" e veem-se "muitas mulheres a chorar". As autoridades aeroportuárias de Surabaia, no leste da ilha de Java, determinaram que as famílias vão ficar num hotel perto do aeroporto até que "tenham alguma boa notícia", acrescentou a mesma fonte, enquanto repetia que todos os trabalhadores do aeroporto estão demasiado ocupados devido à situação de crise gerada pelo desaparecimento do avião. 

O Airbus 320-200 da AirAsia transportava 155 passageiros - 138 adultos, 16 crianças e um bebé - e sete membros da tripulação, incluindo dois pilotos e um mecânico, informou a empresa em comunicado.

A subsidiária da companhia aérea da Malásia, Air Asia Indonésia, adiantou que entre as pessoas que seguiam no voo QZ8501 há 156 indonésios, três coreanos, um malaio, um francês e um nacional de Singapura.

O avião descolou da principal cidade do leste de Java às 05h35 (21h35 em Lisboa) e deveria aterrar em Singapura às 08h30 (00h30 em Lisboa), segundo o comunicado.

O piloto pediu para desviar o plano de voo devido ao mau tempo e, depois disso, o contacto foi perdido às 07h24 (23h24 de sábado em Lisboa), relatou a AirAsia.

O funcionário Hadi Mustofa Djuraid, do Ministério dos Transportes da Indonésia, afirmou que o aparelho se encontrava entre a província de Kalimantan, no Bornéu, e a ilha de Belitung quando desapareceu o sinal do radar.

A Agência Nacional de Buscas e Salvamento da Indonésia direcionou seis embarcações e dois helicópteros para o local, tendo ainda sido solicitada a ajuda de todas as embarcações que se encontram na área. 

As operações de busca estão a ser coordenadas pela Indonésia e contam com a participação de Singapura.