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Afinal, quando é que começou a espécie humana?

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Maxilar descoberto em 2013 pode pertencer à espécie humana, pertencendo a grupo "Homo", apesar de ter traços do grupo "Australopitecos".

D.R.

Nova descoberta faz cientistas repensarem a história. Um maxilar com 2,8 milhões de anos é a prova para os cientistas de que a espécie humana começou há mais tempo do que se diz. O fóssil foi descoberto em 2013 na Etiópia.  

Um grupo de cientistas revelou esta quarta-feira que o maxilar fóssil descoberto em 2013 na Etiópia pode pertencer à espécie humana. A última descoberta relativamente à origem do ser humano data de 500 mil anos depois, levando assim os cientistas a reconsiderarem toda a história.

O fóssil foi descoberto por Chalachew Seyoum, um estudante de Conservação do Património Cultural, quando examinava uma colina onde foram encontrados os fósseis do que se pensava ser o primeiro ser humano. "No momento em que o encontrei, apercebi-me de que era algo importante", contou o jovem à BBC.

Ao longo destes dois anos, os cientistas fizeram várias radiografias ao fóssil que lhes permitiu concluir que o maxilar pertence ao grupo "Homo", mostrando traços primitivos do género "Australopiteco" mas com características mais modernas do género "Homo".

Chris String, investigador do Museu de História Natural em Londres, defende que esta descoberta nos desafia a pensar a nossa própria existência. Para o investigador as diferentes espécies do ser humano coexistiram em África até uma evoluir para a nossa espécie, o "Homo Sapiens", revela a BBC.

A confirmação oficial de que o maxilar pertence à espécie humana requer ainda mais exames. No entanto, tudo aponta nesse caminho deixando os investigadores e cientistas a pensar sobre quando, afinal, começou a espécie humana.