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Internacional

Acordo iminente para o programa nuclear do Irão

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FOTO EPA

Presidente e MNE iranianos já falaram no Twitter. Bases estarão estabelecidas para um acordo final a acertar até 30 de junho.

Espera-se a qualquer momento uma declaração de Barack Obama sobre o acordo relativo ao programa nuclear iraniano. Quer o Presidente do Irão quer o seu ministro dos Negócios Estrangeiros já o anunciaram na rede social Twitter.

"Alcançámos soluções nos parâmetros-chave do caso do nuclear iraniano. Redação [de acordo] começa de imediato para estar terminada a 30 de Junho", escreveu Hassan Rouhani, o chefe de Estado iraniano, às 17h56, hora portuguesa. Sete minutos antes, o ministro Javad Zarif escrevera: "Encontrámos soluções. Prontos para começar a escrever imediatamente". Ironicamente, estas notícias surgem num meio de comunicação proibido na República Islâmica.

Do outro lado do Atlântico, o Presidente dos EUA deverá estar prestes a falar, depois de ter quebrado a agenda, que previa uma deslocação ao Estado de Kentucky às 16h30. Obama está na Casa Branca, de onde ainda não há anúncios oficiais.

Prazo foi alargado

Segundo o diário "The Guardian", estará a ser ultimado um comunicado conjunto do grupo P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - França, Reino Unido, China, Rússia e EUA - e a Alemanha), a ser lido em Lausana. Subscrevê-lo-ão Zarif e a porta-voz de política externa da União Europeia, Federica Mogherini. Zarif deverá dar uma conferência de imprensa, tal como o secretário de Estado dos EUA (equivalente a MNE), John Kerry.

O sinal de que um acordo estava iminente surgiu quando o prazo inicial para o atingir, a meia-noite de 31 de março para 1 de abril, foi alargado até hoje. Fixadas as bases, as partes envolvidas têm até 30 de junho para alcançar o acordo final.

O assunto é polémico nos EUA, onde o Partido Republicano (oposição) está contra ele. Também Israel rejeita o acordo, tendo o próprio primeiro-ministro Benjamin Netanyahu feito um discurso contra ele, em pleno Congresso americano, em março. 

Reabilitação de Teerão 

Um acordo reabilitará parcialmente o Irão, hoje sujeito a fortes sanções económicas como a proibição de importação de petróleo seu para a UE, aos olhos da comunidade internacional. Teerão deverá obter, sob condições rigorosas de inspeção e vigiância, o direito de desenvolver a energia nuclear para fins civis.

O Ocidente sempre desconfiou de que os iranianos querem obter uma bomba nuclear, variando as estimativas sobre o tempo que faltará para terem urânio enriquecido que chegue para esse efeito. Obama, cujo mandato termina em janeiro de 2017, que deixar um acordo como marco da sua política externa.