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A320. Encontrada segunda caixa negra

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Imagem divulgada peleo Ministério da Administração Interna francês onde é possível ver as equipas de busca no local do embate, a sul dos Alpes Franceses

A caixa negra que regista os parâmetros de voo foi encontrada esta quinta-feira, noticia a agência France Presse citando o procurador de Marselha.

Carlos Abreu

Está relançada a esperança de saber, com rigor, o que se passou durante o voo 4U - 9525 que segunda-feira, dia 23, caiu nos Alpes Franceses provocando a morte aos 144 passageiros e seis tripulantes de um A320 da Germanwings.

Segundo o procurador de Marselha a caixa negra, onde terão ficado registadas informações como a altitude, velocidade e rota do aparelho, foi encontrada esta quinta-feira no local do embate. 

A primeira caixa negra, que regista as conversas entre os pilotos e os controladores aéreos bem como outros ruídos na cabine de pilotagem ou nas proximidades foi recuperada no próprio dia do acidente e começou a ser analisada, em Paris, no dia seguinte.

Com base nestes registos áudio, o procurador de Marselha encarregue da investigação deste acidente aéreo, defendeu que o copiloto ter-se-ia fechado no interior do cockpit, aproveitando uma ida à cada de banho do comandante, e projetado o avião para o solo intencionalmente.

Em bom rigor, a estrutura exterior da caixa negra que regista os parâmetros de voo já tinha sido encontrada, mas sem a unidade de memória onde as informações ficam registadas.

Este domingo à noite, no canal de televisão alemão ARD, o ex-piloto e atual administrador da Lufthansa (dona da Germanwings), Kay Kratky, admitiu poderia ter ficado para sempre perdida na montanha. Mas os homens no terreno ainda não tinham perdido a esperança e admitam que a unidade de memória pudesse estar enterrada. O capitão Yves Naffrechoux, dos Rangers da Montanha, disse à agência France Presse que se a caixa não tiver ficado completamente destruída estará algures entre os destroços.

"Temos de trabalhar com todo o cuidado. Temos de procurar debaixo de cada pedaço do avião e afastar rocha por rocha", afirmou o ranger. Os destroços estão espalhados por uma área de 20 mil metros quadrados.

Ao longo da semana diversos pilotos e peritos na investigação de acidentes aéreos defenderam que só o cruzamento da informação contida nas duas caixas negras poderá esclarecer o que efetivamente aconteceu na manhã do dia 24.