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A terceira morte de Nelson Mandela

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A morte de Nelson Mandela volta a ser anunciada. Desta vez é dada como certa, mas sem confirmação oficial. Por várias vezes alvo de boatos, o antigo Presidente sul-africano não é a única vítima deste tipo "notícias".

A filha de Nelson Mandela admitiu que o estado de saúde do pai é "muito crítico", tendo-se agravado a sua já muito frágil situação clínica, segundo um tweet da agência France Press. E enquanto o mundo se prepara para o que parece ser irreversível, há quem se adiante e já dê como certa a sua morte.

É o caso do "The Guardian Express" de Las Vegas, nos EUA. O jornal escreve que Nelson Mandela morreu durante a noite passada, depois de lhe ter sido desligado o suporte respiratório, citando uma "fonte credível", que não identifica. Na notícia, o anúncio oficial da morte não foi ainda feito, para dar algum tempo à família e para não ensombrar a visita oficial de Barack Obama à África do Sul, amanhã.

Induzido pelo que foi escrito, o ministro dos Recursos e Energia da Austrália deu também a notícia no final de uma palestra. Perante os desmentidos, Gary Gray acabou por escrever um comunicado, onde se desculpou. "Lamento profundamente ter transmitido o que eu achava ser uma informação confiável", disse.

Pela segunda vez, circula também um falso tweet, em nome de Piers Morgan, jornalista da CNN, dando a notícia da morte do líder sul-africano.

Com as falsas notícias, aparecem rapidamente as reações, que acabam por ter de ser retiradas. Também por causa de um outro boato envolvendo a morte de Mandela, o próprio primeiro-ministro de Cabo Verde teve recentemente de recuar, depois de lamentar a perda e perceber mais tarde, ter sido induzido em erro por um texto escrito no jornal  "A Semana".

Mandela não é o único visado. Entre as celebridades, os rumores de mortes súbitas proliferam. Uma das mais recentes vítimas foi Cristina Aguilera, dada como morta em Agosto do ano passado. O corpo teria sido descoberto na sua casa e, entre tweets, mensagens e reações no facebook, a suposta morte da cantora circulou quase um mês na internet.