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Trump “a montar um unicórnio sobre um arco-íris”. É assim que o primeiro porta-voz do Presidente dos EUA o descreve

JOSHUA ROBERTS/Reuters

Num livro de memórias, Sean Spicer elogia os talentos de Trump, que “poucos políticos podem reunir”. O livro contradiz, no entanto, comentários anteriores de Spicer sobre Paul Manafort, antigo diretor da campanha de Trump, e o seu “papel muito limitado”. Afinal, “Paul trouxe uma maturidade de que a campanha muito precisava”. Manafort foi preso no mês passado, acusado de lavagem de dinheiro e fraude fiscal, entre outros crimes

O primeiro porta-voz da administração de Donald Trump descreve num livro de memórias o Presidente dos EUA “a montar um unicórnio sobre um arco-íris”. “The Briefing: Politics, the Press and the President”, de Sean Spicer, tem sido elogiado por Trump. Apesar de só ser publicado a 24 de julho, o jornal inglês “The Guardian” teve acesso a algumas passagens do livro.

“A sua capacidade de passar de um momento, que aparentemente poderia acabar com a sua carreira, para um ataque furioso contra os seus opositores é um talento que poucos políticos podem reunir”, escreve Spicer referindo-se a Trump.

O livro contradiz comentários anteriores de Spicer sobre Paul Manafort, antigo diretor da campanha de Trump. Manafort renunciou em agosto de 2016 na sequência de alegações de que não teria declarado pagamentos originários de antigos países soviéticos, onde trabalhara como lobista político. No mês passado, Manafort foi preso, tendo sido acusado de lavagem de dinheiro, fraude fiscal, falha de registo como agente estrangeiro e obstrução de justiça.

Antes de Manafort se juntar à campanha, só havia “pessoas a ladrar constantemente para os seus telefones”

Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, Spicer tinha afirmado que Manafort “desempenhou um papel muito limitado durante um período de tempo muito limitado”. No entanto, no livro escreve agora que “Paul trouxe uma maturidade de que a campanha de Trump muito precisava”. Antes de Manafort se juntar à equipa, “não havia nada que se parecesse com uma estrutura de campanha, apenas algumas pessoas desesperadas e sobrecarregadas, ladrando constantemente para os seus telefones”, prossegue. “O Paul imediatamente montou e cuidou das operações políticas e de comunicações necessárias para enfrentar a máquina de Clinton”, refere ainda, de acordo com um outro excerto publicado no “Guardian”.

Segundo o “Daily Mail”, Spicer também refere no livro que o Departamento de Segurança Interna dos EUA se reuniu com responsáveis da campanha em outubro de 2016 para lhes assegurar de “que não havia maneira de infiltrar ou manipular o resultado de uma eleição nacional”.