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Lembra-se dos videoclubes Blockbuster? Só resta um nos EUA e quer sobreviver

Dois vão fechar, apenas um ficará. Quando este domingo encerrarem as duas lojas da Blockbuster no Alaska, só vai continuar de portas abertas um estabeleciemnto da empresa que já teve mais de nove mil videoclubes por todo o mundo, incluindo em Portugal

Ir ao videoclube buscar um filme, ver em casa – em tempos rebobinar – e dois ou três dias depois entregá-lo na loja já parece coisa de há muito tempo. Ainda há videoclubes a funcionar, mas são cada vez mais raros. A Blockbuster, uma das maiores e mais conhecidas empresas da área, é disso exemplo. No próximo domingo à noite, duas lojas vão fechar nos Estados Unidos, restando apenas uma – e é porque o dono se recusa a encerrar.

“Estas são as duas últimas lojas no Alasca que sobreviveram e é triste dizer adeus aos nossos clientes”, referiu Kelli Vey, gestor regional, e Kevin Daymude, gestor da empresa, num comunicado conjunto divulgado nas redes sociais. Ambas as lojas vão reabrir logo na terça-feira para vender todos os filmes que ali tinham para alugar. Chamaram-lhe uma abertura temporária para liquidação total. “Vai ser de loucos.” No Alasca, onde chegou a existir 15 lojas, os encerramentos começaram no começo dos anos 2000.

Agora, a única loja que vai permanecer aberta é na cidade de Bend, no Oregon. “Que entusiasmante. É possível que nos próximos tempos se torne um pouco caótico por aqui. Não temos qualquer plano para encerrar brevemente”, garantiu ao “New York Post” o gerente, Sandi Harding.

Segundo o “Telegraph”, a Blockbuster chegou a ter mais de nove mil lojas em todo o mundo, incluindo em Portugal – entrou em processo de insolvência em 2010 – e com mais de 84 mil funcionários. Decorria 2004 e esse foi o melhor momento para a empresa que, dez anos antes, tinha sido comprada pela Viacom por mais de oito mil milhões de dólares.