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Internacional

Doze espiões russos acusados de violar servidor de e-mail da campanha de Hillary Clinton

Robert Mueller, antigo diretor do FBI que foi nomeado pelo Departamento de Justiça para liderar as investigações russas

Tom Williams

O investigador especial Robert Mueller acusou esta sexta-feira 12 espiões russos de terem tentado entrar nos emails do Partido Democrata durante a campanha para as presidenciais de 2016

Robert Mueller, o investigador especial para todas as questões relacionadas com a ingerência russa na vida política dos Estados Unidos da América, identificou mais 12 “prevaricadores”. São russos, membros das secretas militares (conhecidas como GRU) e estão acusados de “esforços sucessivos” para tentar quebrar a segurança dos servidores de correio electrónico do Partido Democrata durante a campanha de Hillary Clinton para as presidenciais que elegeram Donald Trump, escreve o diário "The New York Times".

Quem anunciou a nova acusação foi o vice-procurador geral Rod Rosenstein já que Mueller nunca aparece nas conferências de imprensa. Ambos têm apresentado as provas contra várias pessoas suspeitas de interferirem nas eleições a um “Grande Júri”, uma figura jurídica nos Estados Unidos que serve para determinar se há ou não causa provável para que alguém seja levado a tribunal. Também estas doze pessoas agora acusadas passaram por esse processo.

Até agora, a investigação de Mueller levou à constituição de mais de 100 acusações sobre 32 pessoas e três empresas, escreve o “The New York Times”. Um dos nomes mais sonantes é o de Paul Manafort, ex-diretor de campanha de Trump, que se encontra preso à espera de julgamento por alegada fraude. De todos os acusados anteriormente, 14 são russos e é pouco provável que venham a enfrentar tribunais norte-americanos.

A investigação de Mueller começou em maio de 2017 e o objetivo é o de tentar entender até que ponto as ligações da equipa de campanha de Donald Trump a alguns nomes russos com ligações ao Kremlin podem ter prejudicado o funcionamento da democracia nos Estados Unidos. Um dos exemplos de interferência exemplo está na correspondência electrónica dos Democratas, cuja publicação ilegal pode ter prejudicado a candidata Hillary Clinton.

Os homens de Trump, porém, não aceitam a investigação de Mueller e chamam-lhe “uma caça às bruxas”.