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Expresso

Internacional

Supremo Tribunal de Israel prorroga suspensão da demolição de aldeia beduína

Khan al-Ahmar, a aldeia beduína localizada a leste de Jerusalém na zona ocupada da Margem Ocidental

AHMAD GHARABLI/Getty

Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediu a Israel para não demolir ou expropriar as comunidades beduínas em geral e a de Khan al-Ahmar em particular

O Supremo Tribunal de Israel prorrogou a suspensão da demolição de uma aldeia beduína palestiniana na Cisjordânia, até uma audiência que deverá acontecer antes de 15 de agosto. A decisão segue à anterior ordem de suspensão, emitida a 6 de julho, com efeito até 11 de julho, que impedia a iminente demolição de Khan al-Ahmar, para que um pedido dos habitantes fosse analisado.

O pedido consistia em reconstruir a aldeia no mesmo local onde se encontra, em vez de mudar os 173 habitantes para outra zona da região, como foi proposto pelas autoridades israelitas. Desta vez, o tribunal teve em conta o apelo internacional, demonstrado na intervenção do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e na presença no local de vários diplomatas europeus e políticos palestinianos.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos instou Israel a não demolir ou expropriar as comunidades beduínas em geral e a de Khan al-Ahmar em particular. As autoridades de Israel afirmam que a aldeia beduína na Cisjordânia foi construída de forma ilegal nos arredores de Jerusalém Oriental, expandindo-se por cerca de 12 quilómetros.