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Internacional

Mulher do mergulhador-herói que morreu na Tailândia recebe centenas de mensagens de homenagem nas redes sociais

Familiares das crianças retidas na gruta acenam à passagem de uma das ambulâncias

Lauren DeCicca/Getty Images

Valeepoan Kunan, mulher de Samarn Kunan, o ex-mergulhador da Marinha que morreu durante as tentativas de resgate dos 13 rapazes de uma gruta na Tailândia, falou aos jornalistas sobre o marido e pediu aos rapazes que não se sintam culpados por terem ido à aventura

Valeepoan Kunan não abandonou as redes sociais depois da morte do marido. Não procurou estar sozinha nem esconder-se das perguntas dos curiosos. Na quarta-feira, um dia depois de confirmado o salvamento dos 13 rapazes que ficaram mais de duas semanas presos numa gruta tailandesa, a mulher do ex-mergulhador da Marinha do país que morreu ao tentar chegar aos rapazes, falou aos jornalistas e colocou fotos no Instagram que mostram os momentos mais felizes entre os dois. Samarn Kunan tinha 38 anos e foi a única vítima mortal de uma história que deixou o mundo de respiração suspensa.

Instagram

"Amo-te muito e sinto a tua falta. Adoro-te com todo o meu coração. Agora, quando acordar, a quem é que vou dar um beijo?", escreveu Valeepoan Kunan como legenda para uma fotografia do marido, a preto e branco, que colocou no Instagram. Logo após publicar a foto começou a receber centenas de comentários a louvar o esforço e a coragem do marido que chegaram de todas as partes do mundo. O comandante das operações, Narongsak Osottanakorn, também homenageou Samarn: "Ele é o verdadeiro herói. No dia em que ele morreu estávamos todos muito tristes, mas usamos a coragem dele, de dar a vida por esta causa, para nos reerguermos", disse numa conferência de imprensa.

"Nem consigo entender a sua perda. Obrigada por partilhar uma fotografia do seu marido, que é um herói, com toda a gente", lê-se num dos comentários. "Um herói verdadeiro, que demonstrou a milhões de pessoas o que significa ser-se humano", lê-se também um pouco mais abaixo na torrente de mensagens de apoio. "Condolências de Portugal. Todos ganhámos um ídolo e uma inspiração", escreve um utilizador português, que não é caso único entre as pessoas que escolheram deixar uma palavra de respeito a Samarn.

Samarn trabalhava no aeroporto de Banguecoque como assistente em emergências e tinha abandonado os SEALS em 2006. Quando soube do que se estava a passar decidiu ir para o norte, tentar ajudar os rapazes. Morreu a 6 de julho, cinco dias depois de chegar, ao tentar colocar garrafas de oxigénio ao longo da gruta, de forma a ajudar os rapazes durante o caminho de regresso.

Apesar de algumas pessoas terem considerado a equipa de futebol bastante irresponsável por ter ido explorar a gruta ao longo de uma distância tão grande e durante a época de chuvas, a mulher do mergulhador não quer que eles se sintam culpados: "Quero dizer a esses rapazes, por favor não se culpem por nada", disse Valeepoan Kunan, citada pela agência Reuters.