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Cambodja. Forças de segurança “ativamente a fazer campanha” pelo partido no poder, acusa HRW

Enric Catala Contreras/SOPA Images/LightRocket/Getty Images

A organização Human Rights Watch fala em violação da lei que exige neutralidade política. O Partido Popular do Cambodja, de Hun Sen, que governa o país há 33 anos, deverá vencer as eleições de 29 de julho sem dificuldades. O principal partido da oposição foi dissolvido pelo Supremo Tribunal no ano passado, a pedido do Governo

As forças de segurança do Cambodja estão “ativamente a fazer campanha” pelo partido do primeiro-ministro Hun Sen para as eleições de 29 de julho. A denúncia é feita pela organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), que fala em violação da lei que exige neutralidade política.

O Partido Popular do Cambodja, de Hun Sen, que governa o país há 33 anos, deverá vencer as eleições sem dificuldades, na sequência da dissolução pelo Supremo Tribunal do principal partido da oposição no ano passado. Depois de duas vitórias muito disputadas em 2013 e 2017, Sen quer garantir uma vitória mais folgada, tendo desencadeado uma ofensiva sobre os seus críticos que já levou a oposição e organizações a apelidarem as eleições do final do mês de farsa.

Um porta-voz do partido no poder rejeita as acusações da HRW, dizendo que os membros das forças de segurança podem fazer campanha legalmente, desde que limitem a sua participação aos dias de folga, não transportem armas nem usem uniformes oficiais.

O líder do Partido de Salvação Nacional do Cambodja, Kem Sokha, foi preso em setembro do ano passado por alegada traição, uma acusação que ele rejeita. O partido viria a ser dissolvido dois meses depois pelo Supremo Tribunal, a pedido do Governo.