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Internacional

Alemanha. Única sobrevivente de grupo terrorista neonazi condenada a prisão perpétua

Marc Muller/Anadolu Agency/Getty Images

Beate Zschäpe foi condenada por homicídio, roubo, incêndio criminoso e pertença a organização terrorista. A sentença foi acompanhada pelo julgamento de “culpa especialmente pesada”, o que a impede de pedir a liberdade condicional durante 15 anos, sendo a punição mais severa disponível num tribunal alemão. Entre 2000 e 2007, o grupo matou um agente da polícia e nove pessoas (oito de origem turca e uma de origem grega)

A única sobrevivente de um dos grupos terroristas neonazis mais perigosos da Alemanha foi esta quarta-feira condenada a prisão perpétua por homicídio, roubo, incêndio criminoso e pertença a organização terrorista. A condenação de Beate Zschäpe encerra um capítulo particularmente embaraçoso para os serviços de segurança do país, que afetou as relações com a Turquia e motivou acusações de racismo institucional.

O julgamento em Munique, que durou mais de cinco anos, termina quase 18 anos após a primeira vítima do grupo ter sido morta. Entre 2000 e 2007, o grupo matou um agente da polícia e nove pessoas (oito de origem turca e uma de origem grega), atirando sobretudo sobre funcionários de pequenos negócios.

Nome do grupo era referência à designação oficial do Partido Nazi

Também ficou provado que o grupo fez explodir bombas em Colónia por duas vezes, ferindo cerca de 20 pessoas, e levou a cabo uma série de assaltos para financiar a célula terrorista, chamada Nationalsozialistischer Untergrund, numa referência ao nome oficial do Partido Nazi. Apesar de Zschäpe aparentemente nunca ter premido o gatilho, os juízes concluíram que ela foi uma parte fundamental do grupo.

A sentença de prisão perpétua para Zschäpe foi acompanhada pelo julgamento de “culpa especialmente pesada”, o que a impede de pedir a liberdade condicional durante 15 anos, sendo a punição mais severa disponível num tribunal alemão. Depois de proferida a sentença, um advogado de Zschäpe disse que iria recorrer.

Quatro pessoas que ajudaram o grupo terrorista também foram julgadas, recebendo penas entre os 30 meses e os 10 anos de prisão.