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Minissubmarino que Elon Musk enviou para a Tailândia não chegou a ser usado porque “não se adequava”

O minissubmarino que Elon Musk enviou para a Tailândia fotografado ainda durante a fase de testes

Twitter @elonmusk / REUTERS

O fundador da Tesla foi criticado nas sedes sociais por estar a tentar promover-se à custa do drama das crianças presas na gruta

Luís M. Faria

Jornalista

A saga do salvamento das crianças na Tailândia continua a ter repercussões. Elon Musk, o bilionário e inventor americano que está à frente da Tesla e da SpaceX, entre outras empresas, tentou ajudar na operação. Enviou engenheiros, propôs várias soluções e acabou por levar para lá um minissubmarino que poderia ter servido para transportar as crianças através dos estreitos túneis, se fosse necessário.

Musk chegou a fazer-se filmar dentro da gruta, pondo as imagens nas redes sociais. Houve quem o acusasse de estar a tentar-se promover à custa do drama, distraíndo os responsáveis sem necessidade. Mas o líder das operações de salvamento, Narongsak Osotthanakorn, explicou a situação com mais cortesia: "O equipamento que trouxeram para nos ajudar não era prático. Embora fosse tecnologicamente sofisticado, não se adequava à nossa missão de entrar na gruta".

A Tailândia agradeceu a Musk, e ele deixou lá o minissubmarino, para o caso de vir a ser útil no futuro. Entretanto, e para não parecer que tinha tentado impôr a sua presença, o bilionário publicou um tweet que lhe tinha sido enviado por um mergulhador britânico envolvido nas operações que lhe pedia para ter o aparelho pronto o mais cedo possível.

Já no ano passado, quando grandes áreas do território de Porto Rico ficaram sem eletricidade na sequência de um furacão, Musk tinha instalado um painel solar que forneceu energia a um hospital de crianças em San Juan, a capital. Nessa altura recebeu agradecimentos que não foram só de cortesia.