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Internacional

Tribunal rejeita “tentativa cínica” de Trump de travar libertação de crianças migrantes no prazo de 20 dias

RODRIGO ARANGUA/AFP/Getty Images

Num outro revés, a ordem judicial para reunir famílias de migrantes que a administração separou na fronteira EUA-México deverá ser cumprida apenas pela metade e já fora do prazo estabelecido. Apenas 54 das cerca de 100 crianças deverão ser devolvidas aos seus pais até ao final da semana. As crianças foram separadas dos pais ao abrigo da política de “tolerância zero” de Trump

A administração Trump perdeu esta segunda-feira uma tentativa de persuadir um tribunal federal a permitir a detenção de longo prazo de famílias migrantes. A juíza Dolly M. Gee, do Tribunal Distrital Federal de Los Angeles, considerou não haver fundamento para alterar um antigo decreto que exige que as crianças sejam libertadas e encaminhadas para programas de assistência no prazo de 20 dias.

Citada pelo jornal “The New York Times”, a juíza disse que o pedido da administração era “uma tentativa cínica” de transferir a política de imigração para os tribunais na sequência de “mais de 20 anos de inação do Congresso e ação executiva irrefletida que conduziram ao atual impasse”.

Para a administração, o confinamento de longo prazo é a única maneira de evitar separar as famílias quando os pais são detidos.

Ordem para reunir não será cumprida dentro do prazo

Entretanto, a ordem judicial para reunir famílias de migrantes que a administração separou na fronteira EUA-México deverá ser cumprida apenas pela metade. Em junho, a juíza Dana Sabraw ordenou que cerca de 100 crianças menores de cinco anos fossem devolvidas aos pais até esta terça-feira. No entanto, apenas 54 deverão reunir-se com a família — até ao final da semana. Ainda segundo a mesma juíza de San Diego, as cerca de duas mil crianças mais velhas deverão reunir-se com os seus familiares até 26 de julho.

As crianças foram separadas dos pais ao abrigo da política de “tolerância zero” de Trump. As separações estavam em vigor desde o início de maio até que em junho, debaixo de um coro de críticas, o Presidente dos EUA interrompeu a prática.

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    O juiz Brett Kavanaugh deverá consolidar o controlo conservador do tribunal nos próximos anos. Alguns democratas já prometeram tentar bloquear a confirmação do juiz no Senado, mas os republicanos controlam a câmara, ainda que por uma margem estreita. A ser confirmado, Kavanaugh substituirá Anthony Kennedy, que há duas semanas anunciou a reforma aos 81 anos