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Ministro britânico para o Brexit demite-se em rutura com Theresa May

David Davis

Leon Neal / Getty Images

David Davis defende que o plano acordado em Chequers, na casa de campo da primeira-ministra na passada sexta-feira, “não irá certamente devolver” ao Reino Unido o controlo sobre as suas leis. Esse acordo propõe uma “área de comércio livre Reino Unido-União Europeia”, governada por um “livro de regras comum”. A demissão de Davis obrigará May a reorganizar o seu Governo

O ministro britânico para o Brexit, David Davis, demitiu-se este domingo, abrindo uma importante brecha no consenso alcançado na sexta-feira após 12 horas de negociações. A demissão de Davis, que foi rapidamente seguida pela de outros dois governantes com a pasta da saída do Reino Unido da União Europeia, obrigará a primeira-ministra Theresa May a reorganizar o seu Governo, escreve o jornal inglês “The Guardian”.

Na carta de demissão endereçada a May, Davis defende que o plano acordado em Chequers, na casa de campo da chefe do executivo, “não irá certamente devolver” ao Reino Unido o controlo sobre as suas leis. O acordo de sexta-feira propõe uma “área de comércio livre Reino Unido-União Europeia”, governada por um “livro de regras comum”.

Em resposta à carta de Davis, a primeira-ministra lembrou que este se demitia “quando estamos a apenas oito meses da data estabelecida na lei” para o Reino Unido abandonar a União Europeia. May também rejeita a caracterização que Davis faz do acordo alcançado em Chequers.

“May já não tem autoridade e é incapaz de cumprir o Brexit”

A ala pró-Brexit do Partido Conservador de Theresa May já estará disposta a iniciar uma disputa de liderança, avança ainda o “Guardian”. Desde o encontro em Chequers, dezenas de deputados conservadores participaram em reuniões de emergência em Downing Street.

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, escreveu no Twitter que “a demissão de David Davis numa altura crucial mostra que Theresa May já não tem autoridade e é incapaz de cumprir o Brexit”. “Com o seu Governo num caos, se ela se agarrar [ao poder], torna-se claro que está mais interessada em ficar por conta própria do que em servir as pessoas do nosso país”, acrescentou.