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Espanha. Primeiro-ministro e presidente da Generalitat reúnem-se hoje no Palácio da Moncloa

Rei Felipe VI de Espanha, primeiro-ministro Pedro Sánchez e Presidente da Catalunha Quim Torra juntos na cerimónia de abertura dos Jogos do Mediterrâneo a 22 de junho de 2018, em Tarragona

Xavi Torrent/Getty Images

Não há agenda oficial para o encontro. No entanto, sabe-se que o primeiro-ministro Pedro Sánchez está disposto a considerar o desbloqueio de transferências e investimentos para a Catalunha e que Quim Torra considera a medida insuficiente. Na semana passada, seis dirigentes políticos separatistas catalães, detidos preventivamente e a aguardar julgamento, foram transferidos para prisões da região autónoma. A transferência foi vista como uma demonstração de boa vontade de Madrid antes da reunião desta segunda-feira

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente do Governo da Catalunha, Quim Torra, encontram-se esta segunda-feira pela primeira vez no Palácio da Moncloa. Segundo o diário espanhol “El País”, a reunião na residência oficial do primeiro-ministro servirá para os dois dirigentes sinalizarem os objetivos de cada um e a margem com que estão dispostos a trabalhar para traduzirem em ações a proclamada vontade de dialogar.

Esta é a segunda vez que Sánchez e Torra se encontram, depois da cerimónia protocolar de inauguração dos Jogos do Mediterrâneo, a 22 de junho, em Tarragona. No entanto, uma reunião na sede central da presidência do Governo reveste-se de particular importância, tanto mais que um presidente da Generalitat já não se deslocava ao Palácio da Moncloa há dois anos.

Na última vez que isso aconteceu, os protagonistas eram outros: Mariano Rajoy, que chefiava o Governo antes de ser afastado pela moção de censura que entregou o poder a Sánchez a 1 de junho, e Carles Puigdemont, que fugiu de Espanha para evitar comparecer perante a justiça e recentemente indicou Torra como seu sucessor.

Até onde chegará a via de diálogo?

Apesar de não haver agenda oficial, sabe-se que o primeiro-ministro espanhol está disposto a considerar o desbloqueio de transferências e investimentos para a Catalunha e que a Generalitat considera a medida insuficiente. Fontes dos dois Governos, citadas pelo “El País”, defendem que a maior incógnita é saber até onde poderá chegar a via de diálogo que hoje se inicia, sublinhando as dificuldades em cimentar uma colaboração leal e de longo prazo.

A determinação de Sánchez em satisfazer as aspirações de todos os catalães – e não apenas dos que são pela independência – é acompanhada pela sua firme vontade de defender a Constituição espanhola, refere ainda fonte da Moncloa.

Demonstração de boa vontade de Madrid

Na semana passada, seis dirigentes políticos separatistas catalães, detidos preventivamente pelo seu papel no processo falhado de independência da Catalunha, foram transferidos para prisões da região autónoma. Os três restantes devem ser transferidos ainda esta semana.

A decisão de transferir os dirigentes catalães, que incluem o ex-vice-presidente do executivo regional, foi vista como uma demonstração de boa vontade de Madrid antes da reunião desta segunda-feira entre Sánchez e Torra.