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Internacional

Conselheiro de Trump atirou €70 em sushi a um empregado de balcão

Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images

Depois de alegadamente ter sido insultado, Stephen Miller atirou o sushi que acabara de comprar para cima do empregado do restaurante. Miller é um dos responsáveis pelas políticas de imigração da administração de Trump

“Stephen!”, gritou o homem.
Stephen Miller virou-se.
O homem começou a insultar Stephen na rua e mostrou-lhe os dois dedos do meio.
Miller dirigiu-se ao homem e atirou-lhe com o sushi que acabara de comprar para levar para casa.

O episódio é esta segunda-feira revelado pelo jornal norte-americano “The Washigton Post”. Stephen Miller é um dos conselheiros de Donald Trump e, segundo a publicação, foi até ao restaurante perto de sua casa, em Washington, DC, para comprar o jantar. Escolheu o que queria, pagou cerca de 80 dólares pelo sushi (aproximadamente €70) e saiu. Depois, foi seguido pelo empregado de balcão do estabelecimento. Daí para a frente, houve insultos, ofensas, exibição de dedos do meio e, por fim, o alegado arremesso de refeição de sushi.

Antes de chegar aos jornais, foi o próprio Miller que contou o sucedido aos colegas de trabalho na Casa Branca. Esta não é a primeira vez que o conselheiro é criticado na rua por cidadãos norte-americanos. Há uns meses, recorda o “Business Insider”, um estranho gritou no meio da rua para Miller: “Better be better!” (que numa tradução livre será algo como “o melhor é ser melhor”). Noutra ocasião, o rosto de Miller surgiu estampado em cartazes em que se lia “Procurado” e que foram afixados nas imediações da sua casa.

Stephen Miller é um dos responsáveis pelas polémicas políticas de imigração da administração de Donald Trump. Mas não é o único a sofrer contestação pública. Também Kellyanne Conway (conselheira e diretora de campanha eleitoral de Trump), Steve Bannon (ex-conselheiro para a área da estratégia), Sean Spicer (antigo porta-voz da Casa Branca) e Sarah Huckabee Sanders (atual porta-voz da Casa Branca) foram alvos de criticas públicas e, por vezes, de manifestações de descontentamento mais fervorosas.

A Sanders já lhe foi pedido para abandonar um restaurante, Bannon foi confrontado por uma mulher numa livraria e a Conway disseram-lhe, durante uma ida às compras, que deveria ter vergonha. Já Spicer, nos tempos em que trabalhava para Trump, foi insultado quando se deslocava a caminho de casa.