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Internacional

Cheias e deslizamentos de terras matam cerca de 100 pessoas no Japão

MARTIN BUREAU/AFP/Getty Images

Mais de meia centena de pessoas continua desaparecida. Milhões de pessoas terão sido obrigadas a abandonarem as suas casas, enquanto dois milhões ainda são aconselhadas a fazê-lo. Quase 13.000 clientes estão sem eletricidade e dezenas de milhar não têm acesso a água potável

Equipas de resgate no Japão tentavam esta segunda-feira encontrar sobreviventes depois de chuvas torrenciais terem provocado cheias e deslizamentos de terras que já mataram cerca de 100 pessoas. Segundo empresas de energia, citadas pela agência de notícias Reuters, cerca de 12.700 clientes estão sem eletricidade, enquanto dezenas de milhar não têm acesso a água potável.

As cheias terão obrigado milhões de pessoas a abandonarem as suas casas e o número de vítimas já está ao nível das resultantes da passagem de um tufão em 2004. A televisão nacional NHK fala em 58 pessoas desaparecidas.

Imagens televisivas mostram o grau de devastação um pouco por todo o país. Em Hiroxima, veem-se estacas de madeira onde antes se erguiam casas velhas. Outras habitações foram viradas do avesso na sequência de um deslizamento de terras.

Na cidade de Kurashiki, severamente atingida, quase uma centena de pacientes e funcionários médicos ficaram presos num hospital no domingo. Enquanto isso, milhares de pessoas juntavam-se em centros de evacuação no distrito de Mabi.

Dois milhões de pessoas aconselhadas a abandonarem os seus lares

Apesar de as ordens de evacuação terem decaído desde o fim de semana, quase dois milhões de pessoas ainda são aconselhadas a abandonar as suas casas.

As refinarias de petróleo não terão sido afetadas mas o acesso limitado ao terminal da cidade de Showa, por exemplo, tem provocado escassez de combustível nas proximidades. A indústria automóvel também tem sido afetada e algumas empresas anunciaram que não abririam portas esta segunda-feira.

De acordo com a Reuters, foi montado no gabinete do primeiro-ministro um centro de gestão de emergências, que coordena cerca de 54 mil elementos de resgate recrutados pelos departamentos militar, da polícia e dos bombeiros.