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Antigo motorista acusa Trump de “cupidez” e exige indemnização em tribunal

JONATHAN ERNST/REUTERS

Noel Cintron foi motorista do atual presidente dos Estados Unidos durante 25 anos e queixa-se de apenas ter sido aumentado duas vezes

O motorista particular de Donald Trump decidiu colocar o antigo patrão em tribunal, noticiou a Bloomberg. Acusa o atual presidente dos Estados Unidos, para quem trabalhou durante 25 anos, de lhe estar a dever dinheiro em contrapartida de 3.300 horas de trabalho extraordinário executado nos últimos seis anos e de, nos últimos 15 anos, lhe ter aumentado o salário apenas duas vezes. O segundo aumento, denuncia o motorista, foi compensado com um corte nos benefícios previstos no seguro de saúde.

Cintron, um militante republicano, afirma ter sido explorado pelo antigo patrão, já que tinha de entrar ao serviço às sete da manhã e de trabalhar até que Donald Trump, os familiares ou algum dos seus parceiros de negócios o dispensassem. Semanalmente, o motorista cumpria 55 horas de trabalho, contra um salário fixo no valor de 62.700 dólares em 2003, 68 mil dólares em 2006 e 75 mil dólares em 2010. Este último aumento na remuneração foi acompanhado de uma redução dos benefícios associados ao seguro de saúde, o que permitiu a Trump uma poupança de perto de 18 mil dólares por ano.

No processo, Neol Cintron exige uma compensação de 200 mil dólares e denuncia aquilo que considera ser a "insensibilidade" e a "cupidez" de Trump que, apesar de ser um bilionário, não foi capaz de dar ao próprio motorista pessoal um aumento salarial "significativo" durante 12 anos. O ex-motorista tem 59 anos, vive no bairro de Queens, em Nova Iorque, começou a trabalhar para Trump há 30 anos e cessou funções quando os serviços secretos tomaram o seu lugar.