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Resgate na Tailândia: mergulho de 1,7 km complica a operação

Dezoito mergulhadores estão envolvidos nas operações para a retirada das crianças e do seu treinador. A primeira deverá sair da gruta este domingo às 15 horas de Lisboa

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O primeiro jovem dos 12 que, junto do seu treinador de futebol, se encontram encurralados há duas semanas na gruta de Tham Luang, na Tailândia, já está a ser preparado pelos mergulhadores para o início do seu resgate. Segundo o jornal "The Guardian", a primeira criança a sair será aquela que estiver "mais forte" e em melhor condições físicas. O grupo de mergulhadores já se encontra no interior das grutas há cerca de 6 horas.

Desde esta madrugada que estão em curso as operações de socorro e espera-se que o primeiro resgate esteja concluído quando forem 21h naquele país - 15h em Lisboa. Esta é previsão feita logo de manhã por Chalongchai Chaiyakam, comandante do exército tailandês, quando teve início o salvamento, com a entrada na gruta de 13 mergulhadores especializados estrangeiros e cinco da Marinha tailandesa.

A forma como os rapazes vão ser retirados está a ser descrita de forma contraditória. Se esta manhã o exército explicava que os 13 retidos irão sair "um a um, em aproximadamente entre dois a quatro dias, dependendo das condições do tempo e da água", o jornal "Bagkok Post", citado pelo "The Guardian", afirmava que os rapazes vão ser separados em quatro grupos - quatro jovens no primeiro e três nos restantes, sendo que o treinador fará parte do último grupo.

Afinal, e após dias de muita hesitação, o método escolhido para o salvamento acabou por ser o mergulho, isto porque as autoridades consideram os próximos quatro dias como os mais favoráveis para avançar, antes das fortes chuvas da monção e de um agravamento significativo das condições meteorológicas que se avizinham.

"Os rapazes estão prontos para enfrentar todos os desafios", declarou Narongsak Osottanakorn, o chefe da equipa de socorro e governador da província de Chiang Rai, a norte do país. Cada grupo terá de percorrer várias horas - cerca de seis - dentro da gruta, guiados por uma corda instalada pelas equipas de salvamento, sendo que os primeiros 1,7 km se afiguram os mais complicados, pois incluem passagens estreitas, escuras e lamacentas, além de correntes fortes.

O objetivo é chegar a uma câmara intermédia dentro da gruta onde está instalado o centro de comandos. Este domingo, o nível da água dentro desta câmara era "baixo o suficiente para se poder caminhar por ele", disse Osottanakorn. "Hoje é o Dia D", concluiu, notando que os rapazes estão prontos e "determinados" em sair. Mal chegarem ao exterior, vão ser conduzidos para o hospital de Chiang Rai - 13 ambulâncias os aguardam, assim como helicópteros que serão utilizados em caso de emergência.

Quanto aos mergulhadores, cada um tem pela frente pelo menos 11 horas de trabalho. As dificuldades da operação acentuam-se pelo facto de alguns dos rapazes não saberem nadar e muitos nunca terem usado equipamento de mergulho. Por outro lado, o oxigênio dentro da caverna é um factor que continua a ser fonte de preocupações, uma vez que tem estado a diminuir. No sábado, o nível de oxigênio situava-se nos 15% e era por isso inferior aos 21% considerados mínimos para o cérebro não sofrer danos.

De acordo com o jornal "Bangkok Post", o primeiro-ministro tailandês viaja amanhã para a região de forma a acompanhar as operações.

(artigo atualizado às 11h35)