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Dia louco no Brasil. Impasse judicial após nova ordem de libertação de Lula

Apoiantes juntam-se à porta das instalações da polícia federal onde Lula da Silva está preso

Hedeson Alves / EPA

Juíz que aprovou a libertação de Lula repetiu a ordem, depois de te sido desautorizado, desta vez dando o prazo de uma hora para que ela se efetive. Apoiantes do ex-Presidente juntam-se frente à prisão da policia federal de Curitiba jurando que não arredam até que "se cumpra a ordem judicial"

A festa em frente à prisão da Polícia Federal de Curitiba vai adensando enquanto os apoiantes de Lula da Silva agitam bandeiras e gritam slogans enquanto aguardam a "libertação imediata", ou seja, o cumprimento da ordem judicial do desembargador Rogério Favreto.

"Não dá para continuar esta gicana judicial", diz um apoiante de Lula num direto no Facebook às 21h de Portugal.

"Façam a ordem judicial ser cumprida", exige "a militância", ou seja, os petistas reunidos em Curitiba, que querem ver o Presidente Lula ter direito a ser candidato nas próximas presidenciais no Brasil. Para espalhar a mensagem multiplicam publicações com o hashtag #LulaLivre.

Pela terceira vez ao longo deste domingo há um volte-face e o desembargador Rogério Favreto manda novamente soltar Lula. Em reação ao relator João Pedro Gebran, que desautorizou a aprovação do pedido de habeas corpus que autorizara, Rogério Favreto declara que não é seu subordinado e "tem responsabilidade sobre novos factos que possam ocorrer durante o seu plantão" no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) deste fim de semana.

Gebran Neto tinha alinhado com o parecer do juiz Sérgio Moro, determinando que o ex-Presidente continuasse preso.

Favreto publicou o terceiro despacho deste domingo no qual mandou novamente que Luís Inácio Lula da Silva fosse libertado, desta vez com o prazo de uma hora para que seja solto.