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Brexit. Cumpram o vosso “dever”, diz May aos ministros antes de reunião que se pretende decisiva

LEON NEAL/GETTY

O Governo reúne-se esta sexta-feira na residência de campo da primeira-ministra britânica, em Chequers. O novo plano de Theresa May, que prevê um “acordo alfandegário facilitado” com a União Europeia, já mereceu críticas. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, ter-se-á reunido com outros ministros pró-Brexit para planear um contra-ataque a esse plano

A primeira-ministra britânica, Theresa May, exortou o Executivo que lidera a cumprir o seu “dever” e a estabelecer um plano para o futuro do Reino Unido fora da União Europeia (UE). O apelo foi feito num comunicado divulgado esta sexta-feira horas antes de uma reunião governamental na residência de campo de May, em Chequers.

No encontro, a chefe do Governo espera que cessem os diferendos dos seus ministros sobre o Brexit e que o país possa dar um “passo em frente”. Segundo a agência Reuters, uma posição unida seria muito bem-recebida não apenas pela UE mas também por muitas empresas, que têm subido de tom os alertas sobre o risco para dezenas de milhares de empregos que uma saída sem acordo representa.

Contudo, os primeiros detalhes sobre o novo plano de May, que prevê um “acordo alfandegário facilitado” com a UE, já mereceram críticas. Um apoiante do Brexit, citado pela agência de notícias, queixa-se que um acordo deste tipo deixaria o Reino Unido fora da Europa mas ainda administrado pela Europa. O ministro inglês dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, ter-se-á reunido com outros ministros pró-Brexit para planear um contra-ataque ao plano de May.

“O Governo reúne-se em Chequers para concordar com a configuração da nossa relação futura com a União Europeia. Ao fazermos isto, temos uma grande oportunidade – e um dever”, escreveu Theresa May no comunicado. “Agora é tempo de dar outro passo em frente. Queremos um acordo que permita concretizar os benefícios do Brexit – assumir o controlo das nossas fronteiras, leis e dinheiro e assinar novos acordos comerciais ambiciosos com países como EUA, Austrália e Nova Zelândia”, acrescentou.