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Internacional

Tribunal do Egito anula veredito que colocava mais de 1500 pessoas numa lista de terroristas

O ex-Presidente do Egito Mohamed Morsi

NAMIR GALAL/EPA

Dessa lista fazem parte o antigo Presidente Mohamed Morsi e o ex-futebolista Mohamed Aboutrika. A medida surge na sequência de uma série de recursos apresentados por integrantes dessa lista, muitos dos quais pertencentes à Irmandade Muçulmana. A grande dúvida é saber se a organização, ilegalizada pelo atual Presidente Sisi, foi ou não retirada da lista

O principal tribunal de recurso do Egito anulou esta quarta-feira um veredito que colocava mais de 1500 pessoas numa lista nacional de terroristas, incluindo o antigo Presidente Mohamed Morsi. A informação é avançada pela Al Jazeera.

A medida surge em resposta a uma série de recursos apresentados por integrantes dessa lista, muitos dos quais pertencentes à Irmandade Muçulmana. Foi como candidato da organização que Morsi se tornou o primeiro Presidente democraticamente eleito no Egito.

Entre os que recorreram encontra-se o ex-futebolista Mohamed Aboutrika, que foi colocado na lista no ano passado e acusado de financiar a Irmandade, uma alegação que Aboutrika nega.

Irmandade Muçulmana continua ou não na lista?

A Irmandade Muçulmana foi ilegalizada após a queda de Morsi, em 2013, na sequência de um golpe liderado pelo general Abdel Fattah el-Sisi. O general tornou-se Presidente do Egito um ano depois, tendo sido reeleito em março deste ano.

Ainda não é claro se a Irmandade enquanto organização foi retirada da lista ou se a decisão foi tomada apenas em relação aos indivíduos que recorreram.

Ao abrigo de uma lei antiterrorismo, aprovada em 2015 e duramente criticada por grupos internacionais de direitos humanos, qualquer pessoa incluída na lista de terroristas ficaria sujeita a uma proibição de viajar e teria os seus passaportes e bens congelados durante três anos.