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Internacional

Sergei e Yulia Skripal estavam a ser vigiados pela Rússia meses antes do envenenamento

Perto do local onde já tinha acontecido um ataque com Novichok, mais duas pessoas estão em estado crítico pela mesma razão

Chris J Ratcliffe/Getty

A conclusão é de uma investigação da estação britânica BBC, que revela que persistem dúvidas sobre se a vigilância foi detetada antes do envenenamento e se se deveria ter aumentado o nível de proteção. Esta quarta-feira soube-se que mais duas pessoas foram infetadas com o agente nervoso novichok: um casal encontrado inconsciente a 30 de junho, a poucos quilómetros do local onde em março foram encontrados Sergei e Yulia

O antigo espião duplo russo Sergei Skripal e a sua filha Yulia estavam a ser vigiados pelas autoridades russas nos meses que antecederam o envenenamento de ambos. A informação é avançada pelo programa 'Newsnight' da BBC.

Quatro meses depois do envenenamento, a investigação policial continua sem dizer se já identificou suspeitos. Ainda há dúvidas sobre se a vigilância foi detetada antes do envenenamento e se deveria ter sido aumentado o nível de proteção.

Sergei e Yulia foram encontrados inconscientes num banco de jardim a 4 de março, em Salisbury, em Inglaterra. Concluiu-se que tinham sido envenenados com um agente nervoso conhecido como novichok.

Yulia foi a primeira a recuperar e teve alta em abril, enquanto o pai só teve alta em maio.

O Reino Unido, que responsabiliza a Rússia pelo ataque, anunciou uma série de sanções, incluindo a expulsão de 23 diplomatas russos, numa ofensiva diplomática seguida por outros países ocidentais. A Rússia, que nega qualquer envolvimento, retaliou ordenando a expulsão de Moscovo de igual número de diplomatas.

E esta quarta-feira soube-se que mais duas pessoas foram infetadas com novichok. Um casal foi encontrado inconsciente no dia 30 de junho na localidade de Amesbury, a poucos quilómetros do local onde foram encontrados Sergei e Yulia. A Unidade Anti-Terrorismo está a tomar conta do caso mas não há, para já, nada no passado daquelas duas pessoas que pudesse justificar um ataque.