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Quem vai suceder a Rajoy? Soraya de Santamaría e Pablo Casado disputam liderança do PP

Soraya Sáenz de Santamaría (ex-vice-presidente do Governo) e Mariano Rajoy.

Pablo Blazquez Dominguez/Getty Images

Soraya Sáenz de Santamaría e Pablo Casado foram, segundo os resultados provisórios, os dois candidatos mais votados nas primárias do Partido Popular para escolher o sucessor de Mariano Rajoy e vão disputar a liderança no congresso extraordinário de 20 e 21 de junho, em Madrid

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Com quase todos os votos já contados, Soraya Sáenz de Santamaría (ex-vice-presidente do Governo) e Pablo Casado (vice-secretário do PP), seguem à frente nas eleições primárias do Partido Popular (PP) para escolher o sucessor de Mariano Rajoy e tudo indica que vão disputar a segunda fase das eleições.

Os resultados provisórios apontam para uma vitória de Soraya Sáenz de Santamaría, com 21.513 votos, seguindo-se Pablo Casado, com 19.967 votos. María Dolores de Cospedal, ex-ministra da Defesa do Governo de Rajoy, aparece em terceiro, seguida de García-Margalho, José Ramón García Hernández (deputado) e Elio Cabanes (vereador).

Mais de 66 mil militantes do PP escolheram esta quinta-feira aquele que esperam que seja o próximo líder do partido - assim como os delegados que vão representá-los no congresso extraordinário de 20 e 21 de junho onde os dois candidatos mais votados vão disputar a eleição final. O novo presidente seria escolhido hoje se algum dos candidatos tivesse conseguido mais de 50% dos votos e uma diferença de mais de 15% em relação ao segundo.

As urnas abriram às 9h30 e fecharam às 20h30 (menos uma hora em Portugal). Ainda não se sabe quantos militares votaram, mas dados recentes, divulgados pelo presidente do comité que organiza o congresso, Luis de Grandes, apontam para uma participação de 87%.

Mariano Rajoy apresentou a sua demissão da liderança do PP no início de junho, depois da moção de censura apresentada pelo PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), liderado por Pedro Sanchez, com o apoio do Unidos Podemos (extrema-esquerda) e de outros partidos mais pequenos, como os nacionalistas bascos e os independentistas catalães.