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Desafio da imigração “nasce de uma crise africana”. Quem o diz é o Presidente de França

LUDOVIC MARIN/AFP/Getty Images

De visita à Nigéria, Emmanuel Macron disse ainda que os planos da União Europeia de criar centros de processamento de migrantes no norte de África não irão funcionar, a menos que o processo seja liderado pelos países dessa região. A Europa lidará com a migração africana durante décadas, devido ao que o chefe de Estado francês chamou de problema fundamental do crescimento populacional não planeado em África

O Presidente de França, Emmanuel Macron, considera que o desafio da imigração, que “mergulha a Europa numa crise moral e política”, “nasce de uma crise africana”. Em entrevista à televisão France 24 e à rádio RFI, concedida esta quarta-feira na Nigéria, o chefe de Estado francês descreveu a imigração como “um dos grandes desafios políticos de hoje e dos próximos anos porque não vai parar”.

A crise atual dos migrantes que chegam à Europa mereceu uma reflexão de Macron sobre as suas origens. “Esta crise está ligada primeiro a um contexto de segurança insatisfatório – estes migrantes, estes exilados chegam através dos traficantes – e assim a emoção que vivemos no lado europeu, por vezes, faz-nos esquecer que há por trás o pior crime organizado”, acrescentou, classificando os traficantes de seres humanos como “uma praga hoje em África”.

Já à BBC Macron defendeu que os planos da União Europeia de criar centros de processamento de migrantes no norte de África não irão funcionar, a menos que o processo seja liderado pelos países dessa região. Nenhum país africano concordou até agora acolher esses centros. O Presidente francês diz que muitos países de África estão preocupados que tais centros funcionem como fator de atração para migrantes.

Para Macron, a Europa lidará com a migração africana durante décadas, devido ao que chamou de problema fundamental do crescimento populacional não planeado em África. O Presidente de França revelou ainda que a sua prioridade principal é desencorajar as pessoas de correrem “riscos loucos” e porem as suas vidas em perigo para chegarem à Europa.