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Ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak declara-se inocente de acusações de corrupção

MOHD RASFAN/AFP/Getty Images

O antigo governante acenou com a cabeça em desacordo ao ser acusado de abuso de poder e em três casos de violação criminal de confiança. Na terça-feira, Razak foi detido como parte da investigação ao suposto roubo e lavagem de dinheiro do fundo de desenvolvimento estatal 1MDB. As suspeitas de corrupção foram uma das principais causas da sua derrota eleitoral em maio

O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak declarou-se esta quarta-feira inocente das acusações criminais relacionadas com a alegada prática de corrupção na gestão do fundo estatal 1MDB. O antigo governante acenou com a cabeça em desacordo ao ser acusado de abuso de poder e em três casos de violação criminal de confiança.

Cada uma das quatro acusações implica uma sentença de prisão que pode ir até aos 20 anos. O abuso de poder prevê o pagamento de uma multa não inferior a cinco vezes o “valor de gratificação”.

"Eu reivindico julgamento"

Numa voz quase inaudível, Razak disse: "Eu reivindico julgamento", quando estava no banco dos réus no tribunal em Kuala Lumpur. Os procuradores exigiram uma fiança de um milhão de dólares (cerca de 857 mil euros), mas o juiz concedeu-a por cerca de 214 mil euros em dinheiro e ordenou que o réu entregasse os seus dois passaportes diplomáticos.

Na terça-feira, o antigo primeiro-ministro foi detido, depois de a agência anticorrupção da Malásia ter interrogado Riza Aziz, enteado de Razak e produtor de filmes de Hollywood.

Suspeitas de corrupção custaram derrota eleitoral

As suspeitas de corrupção relacionadas com o fundo de desenvolvimento foram uma das principais causas da derrota eleitoral de Razak para o seu antigo aliado e agora primeiro-ministro, Mahathir Mohamad. O ex-chefe de Governo poderá ter embolsado 700 milhões de dólares (cerca de 600 milhões de euros), acusação que Razak sempre negou.

Em meados de maio, Mahathir Mohamad fez saber que estava a considerar reabrir o caso, afirmando acreditar que o dinheiro perdido ainda poderia ser recuperado. Na altura, Mohamad já tinha proibido o seu antecessor de deixar o país.