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Catalunha. Manifestantes pedem libertação de políticos presos transferidos para a região

JOSEP LAGO/Getty

Concentrações foram convocadas pelas organizações cívicas separatistas Òmnium Cultural e Assembleia Nacional da Catalunha para receber os dirigentes políticos separatistas detidos preventivamente

Várias centenas de pessoas manifestaram-se nesta quarta-feira nas proximidades de duas prisões na Catalunha para pedir a libertação dos dirigentes políticos separatistas catalães que tinham acabado de ser transferidos para esses locais.

As concentrações foram convocadas pelas organizações cívicas separatistas Òmnium Cultural e Assembleia Nacional da Catalunha (ANC) para receber os dirigentes políticos separatistas detidos preventivamente, até agora nos arredores de Madrid, pelo seu papel no processo falhado de independência da Catalunha.

O antigo vice-presidente do Governo catalão Oriol Junqueras, o ex-conselheiros (ministro regional) Raül Romeva, o deputado regional, Jordi Sanchez e o dirigente de uma associação independentista Jordi Cuixart chegaram ao início da tarde ao centro penitenciário de Ladoners. Por outro lado, a ex-presidente do parlamento regional Carme Forcadell e a ex-conselheira Dolors Bassa foram transferidas para a prisão de Puig de les Basses.

O atual presidente do Governo regional, Quim Torra, e o presidente do parlamento regional, Roger Torrent, juntaram-se aos manifestantes, depois de terem visitado os prisioneiros ao fim do dia. Entre as pessoas concentradas estavam representantes das organizações cívicas e familiares dos detidos que denunciaram a existência do que consideram ser presos políticos e reclamaram a sua libertação imediata.

O Governo espanhol decidiu na segunda-feira transferir para prisões da Catalunha nove detidos em prisões dos arredores de Madrid, que aguardam julgamento. Há três dirigentes que só serão transferidos na próxima semana, porque os procedimentos necessários à mudança não foram concluídos a tempo de lhes ter permitido acompanhar este grupo.

A transferência dos prisioneiros é considerada um gesto de boa vontade de Madrid antes da reunião entre o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e o novo presidente do executivo catalão, Quim Torra, previsto para 9 de julho próximo.

A decisão foi muito criticada pela oposição de direita que acusa o novo Governo de Pedro Sánchez de ceder aos independentistas catalães, que apoiaram no final de maio os socialistas a derrubar, através de uma moção de censura, o executivo de direita liderado por Mariano Rajoy.

Todos estes detidos aguardam julgamento por delitos de rebelião, sedição e peculato no "processo" de independência da Catalunha interrompido em 27 de outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma.
As eleições regionais que se realizaram a 21 de dezembro último voltaram a ser ganhas pelos partidos separatistas.