Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Pelo menos 134 feridos na “primeira grande marcha das mulheres” de Gaza

SAID KHATIB/GETTY IMAGES

Entre os feridos, estão também jornalistas que estavam a cobrir o evento. Tratou-se da primeira grande manifestação das mulheres de Gaza desde que os protestos pelo regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos ou fugiram começaram, a 30 de março

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Foi a primeira marcha composta maioritamente por mulheres desde o início dos protestos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel pelo regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos ou fugiram e o desfecho não foi diferente das anteriores.

Pelo menos 134 pessoas foram atingidas pelo Exército israelita e ficaram feridas. Entre os feridos, estão também jornalistas que estavam a cobrir o evento, avançou o porta-voz do ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al-Qudra.

Os protestos da Grande Marcha de Retorno - assim foi designado o movimento de contestação que reivindica o regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel, em 1948, e o fim do bloqueio israelita à faixa de Gaza - começaram a 30 de março e desde então já morreram 138 palestinianos.

Na marcha desta terça-feira participaram sobretudo mulheres - daí a designação de “primeira grande manifestação das mulheres” de Gaza atribuída por vários meios de comunicação - muitas delas acompanhadas pelos filhos.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou recentemente uma resolução que condena a resposta de Israel aos protestos em Gaza e exige que seja equacionada a proteção internacional à população palestiniana. O texto recebeu o apoio de 120 estados-membros, oito votaram contra e 45 abstiveram-se. Ao contrário das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, as da Assembleia-Geral não são vinculativas.