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Filipinas. Dois dias, dois presidentes de Câmara assassinados

Antonio Halili, presidente da Câmara de Tanauan, a sul de Manila, foi assassinado na segunda-feira e Ferdinand Bote, presidente da Câmara de General Tinio, na província de Nueva Ecija, foi assassinado esta terça-feira.

Pacific Press/Getty Images

Um dos presidentes de Câmara foi atingido a tiro vários vezes por um motociclista enquanto estava ao volante do seu carro e o outro foi baleado no peito durante uma cerimónia do hastear da bandeira na cidade cuja câmara preside. As autoridades ainda não divulgaram informação substancial sobre as duas mortes

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

É já o segundo presidente de Câmara de uma cidade filipina a ser assassinado nos últimos dois dias. Ferdinand Bote, “mayor” da cidade de General Tinio, na província de Nueva Ecija, foi atingido a tiro por um motociclista esta terça-feira, confirmaram as autoridades locais à CNN das Filipinas.

O incidente ocorreu na cidade de Cabanatuan, a cerca de 160 quilómetros a norte de Manila, capital do país. Segundo a polícia, Ferdinand Bote estava ao volante do seu carro e foi atingido mais do que uma vez.

Não há ainda informações sobre possíveis suspeitos, mas foi já iniciada uma investigação. “Não pouparemos esforços no sentido de apurar o que aconteceu e quem foram os responsáveis”, afirmou um porta-voz da presidência, Harry Roque, citado pela CNN.

O homicídio de Ferdinand Bote acontece 24 horas depois de outro autarca das Filipinas ter sido assassinado. Antonio Halili foi baleado no peito durante uma cerimónia do hastear da bandeira em Tanauan, cuja câmara preside, a sul de Manila, e morreu a caminho do hospital.

Segundo a polícia filipina, o homem que o atacou teria ligações ao tráfico de droga. Também neste caso, as autoridades ainda não têm qualquer indicação sobre o agressor e desconhecem as motivações que estiveram na origem do crime. Antonio Halili era, no entanto, conhecido por obrigar os suspeitos de tráfico de droga a desfilar pelas ruas da cidade e a polícia suspeitava que ele própria também ligações ao tráfico no país.

Desde que foi eleito presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte lançou uma polémica “guerra contra as drogas” no país, que resultou, até agora, em cerca de 4.000 mortes em operações policiais. Estima-se, porém, que o número de vítimas possa ultrapassar as 7.000.