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Austrália. Arcebispo católico condenado a 12 meses de detenção por encobrir abusos sexuais de menores

EPA

Philip Wilson, arcebispo de Adelaide com 67 anos, torna-se o católico mais graduado do mundo a ser acusado e condenado por este crime. Wilson, que segundo o magistrado não mostrou “qualquer remorso ou contrição”, poderá evitar a prisão, ficando detido em casa. Ao fim de seis meses, Wilson torna-se elegível para liberdade condicional

Um arcebispo católico na Austrália foi esta terça-feira condenado a uma pena máxima de 12 meses de detenção por ter encoberto o abuso sexual de crianças na década de 1970. Philip Wilson, arcebispo de Adelaide com 67 anos, torna-se o católico mais graduado do mundo a ser acusado e condenado por este crime.

O tribunal ordenou que Wilson fosse avaliado para “detenção domiciliária”, o que significa que poderá evitar a prisão. O magistrado disse que o arcebispo não tinha mostrado “qualquer remorso ou contrição”.

Ao fim de seis meses da pena, Wilson, que não renunciou ao cargo na sequência da condenação, torna-se elegível para liberdade condicional.

Wilson encobriu abuso de acólitos menores

Em maio, ficou provado que Philip Wilson encobriu o abuso de acólitos menores por um padre em New South Wales. Durante o julgamento, o arcebispo negou ter sido informado sobre os abusos por algumas das vítimas.

Em abril, Wilson dissera ao Tribunal de Newcastle que não tinha conhecimento das ações do padre James Fletcher, que em 2004 foi condenado por nove acusações de abuso sexual de crianças. Dois anos depois, Fletcher viria a morrer na prisão.

Os advogados de Wilson tentaram pôr fim ao caso em quatro ocasiões depois de ter sido diagnosticada a doença de Alzheimer ao seu cliente.

  • Austrália. Arcebispo católico culpado de esconder abusos sexuais de crianças

    Philip Wilson, com 67 anos, torna-se o católico mais graduado do mundo a ser acusado e condenado pelo crime de encobrimento de ofensas sexuais. O caso remonta aos anos 1970, tendo ficado provado que Wilson encobriu o abuso de acólitos menores por parte de um padre em New South Wales. Wilson enfrenta uma pena máxima de dois anos de prisão