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OIM. Comissão Europeia felicita António Vitorino: “É alguém que conhecemos bem e ele conhece bem esta casa”

António Vitorino, ex-ministro, ex-comissário europeu, desta vez comparece à festa

alberto frias

Os 169 Estados-membros da Organização Internacional para as Migrações elegeram na sexta-feira, à quarta ronda de votações, o português como novo diretor-geral do organismo que desde 2016 integra a estrutura multilateral da ONU

A Comissão Europeia saudou esta segunda-feira a eleição de António Vitorino como novo diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), lembrando a sua passagem pelo executivo comunitário, como comissário da Justiça e Assuntos Internos, entre 1999 e 2004.

“Congratulamo-nos bastante com a eleição de António Vitorino como líder da OIM. É alguém que conhecemos bem, e ele conhece bem esta casa, e estamos desejosos de prosseguir a cooperação frutuosa com a OIM sob a sua liderança”, declarou o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, a primeira desde a eleição da passada sexta-feira.

Schinas acrescentou que, em nome do colégio da Comissão Europeia, subscreve as mensagens de felicitações já dirigidas a António Vitorino pela Alta-Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, e pelos comissários Dimitris Avramopoulos (Migrações e Assuntos Internos) e Christos Stylianides (Ajuda Humanitária e Gestão de Crises).

Na sexta-feira, pouco depois de conhecido o resultado da eleição para a liderança da OIM, Mogherini comentou que António Vitorino leva “competências cruciais” à organização pela sua experiência como comissário europeu para os Assuntos Internos.

A eleição de Vitorino, salientava a nota enviada à Lusa, “traz competências cruciais no campo da migração devido aos postos que já ocupou, incluindo o de comissário europeu para os Assuntos Internos”.

A chefe de diplomacia da UE apontou que “a UE e os Estados-membros mantêm uma parceria estratégica há muito tempo com a OIM“, sublinhando o trabalho conjunto para “melhorar a gestão dos fluxos migratórios, mitigar crises humanitárias e garantir os direitos dos migrantes”.

A UE e os Estados-membros são o principal doador para a OIM, tendo financiado a organização com uma verba de 644 milhões de euros em 2017.

Vitorino foi comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos entre 1999 e 2004, tendo a sua experiência europeia passado ainda pelo cumprimento de um mandato como deputado ao Parlamento Europeu (1994-1995), onde presidiu à Comissão das Liberdades Cívicas e dos Assuntos Internos.

Os 169 Estados-membros da OIM elegeram na sexta-feira, à quarta ronda de votações, o novo diretor-geral do organismo que desde 2016 integra a estrutura multilateral da ONU.

A candidatura de Vitorino à liderança desta organização, fundada no início da década de 1950, foi formalizada pelo Governo português em dezembro do ano passado.

A OIM foi integrada na estrutura multilateral da ONU a 25 de julho de 2016. Antes, a organização tinha recebido, em 1992, o estatuto de observador permanente na Assembleia-Geral da ONU e firmado um acordo de cooperação (1996).