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Família indiana encontrada vendada e pendurada no tecto de casa. Polícia fala em “ritual místico”

Família vivia numa casa de três andares no norte da capital da Índia, Nova Deli, e os seus corpos foram encontrados por um vizinho no domingo de manhã. Polícia acredita que se tratou de um “suicídio em massa” motivado por um “ritual místico”, tendo em conta alguns papéis com mensagens escritas à mão encontrados no local

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

“Ritual místico”. Eis a justificação da polícia indiana para a morte de 11 membros de uma família indiana, que foram encontrados vendados e pendurados no tecto de uma casa em Nova Deli, capital da Índia.

Os corpos foram encontrados na manhã de domingo passado numa casa em Burari, no norte da capital. Dez deles estavam pendurados no tecto de casa, com as mãos amarradas atrás das costas e a boca e os olhos cobertos com uma venda. Foi ainda encontrado o corpo de uma mulher de 70 anos no chão da mesma casa, segundo informações divulgadas pela polícia.

As provas encontradas no interior da casa, nomeadamente papéis com mensagens escritas à mão, apontam para um “suicídio em massa” motivado por um “ritual místico”, afirmou esta segunda-feira o subcomissário da polícia local, Alok Kumar, citado pela BBC, acrescentando que também a “disposição dos corpos” reforça a teoria de suicídio. Ainda segundo o subcomissário, as notas encontradas parecem sugerir que o suposto ritual levaria à “moksha”, palavra em sânscrito para “salvação”. A hipótese de homicídio continua, no entanto, a ser ponderada.

Segundo o jornal “Hindustan Times”, a família vivia naquela casa de três andares há mais de 20 anos e era proprietária de duas lojas no piso térreo - uma mercearia e uma loja de venda de madeira. Vários vizinhos descreveram-na como “religiosa e devota”, garantindo, porém, não ter quaisquer indícios de que a mesma tivesse ligações a qualquer espécie de culto. Além da mulher de 70 anos, foram encontrados mortos a sua filha, dois filhos e as suas esposas, além de cinco netos com idades entre os 15 e os 33 anos.

Foi um vizinho que deu o alerta às autoridades no domingo, depois de se ter apercebido que uma das lojas não tinha aberto à hora habitual e de se ter dirigido a casa da família para tentar perceber o que se passava. O funeral das vítimas realiza-se esta segunda-feira, tendo os corpos já sido autopsiados.