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Internacional

Capitão do Lifeline libertado sob fiança, navio confiscado

HERMINE POSCHMANN / MISSION LIFELINE / HANDOUT

Claus-Peter Reisch não pode deixar Malta e deve dormir no navio até à próxima audiência. A embarcação que na semana passada resgatou 234 pessoas no Mediterrâneo está registada como de recreio. A acusação defende que, por essa razão, o Lifeline não pode dedicar-se a operações de resgate

O capitão do navio da ONG alemã Lifeline, Claus-Peter Reisch, que chegou a Malta a 27 de julho, foi esta segunda-feira libertado, sob fiança, depois de ser acusado pelas autoridades locais de irregularidades no registo marítimo.

Durante a audiência desta segunda-feira no tribunal de La Valetta foi confirmada a acusação e imposta uma fiança de dez mil euros, disse à Efe o advogado italiano Daniel Amato, que faz parte da equipa legal da ONG.

Com o pagamento da fiança, o capitão ficou em liberdade, mas não pode deixar a ilha e deve dormir no navio, até à próxima audiência, marcada para 5 de julho.

O Lifeline, resgatou das águas 234 migrantes e foi autorizado a atracar em Malta após seis dias em alto mar, depois de ser negada autorização por parte de Itália, após um acordo com oito países europeus, aos quais se juntou depois a Noruega, para recolocar os migrantes.

A acusação insiste que o navio, de pavilhão holandês, não consta do registo marítimo da Holanda, o que foi confirmado pelas autoridades holandesas.

Os advogados apresentaram documentos segundo os quais o navio está registado como embarcação de recreio, o que levou a acusação a reclamar que não está, por isso, autorizado a dedicar-se a operações de resgate.

Por agora, o único delito de que está acusado o capitão, de 57 anos, é a irregularidade de registo, mas as autoridades admitem que se venham a juntar mais acusações.

Pediram também ao magistrado que ordenasse a confiscação do navio de salvamento, ficando decidido que o Lifeline permanecerá retido até ao esclarecimento da situação.