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Continuam desaparecidas 12 crianças numa gruta na Tailândia. Há oito dias

Equipas de socorristas anunciam estar a apenas um quilómetro do local onde acreditam que uma equipa de futebol juvenil se refugiou, depois de os canais da gruta onde treinavam ter ficado inundada. Ainda acalentam a esperança de encontrar as 12 crianças e o seu treinador com vida

Há oito dias que 12 crianças, com idades entre os 11 e os 16 anos, e um adulto de 25 anos estão desaparecidos numa gruta no Norte da Tailândia. O alerta foi dado no dia 23 de junho, mas as condições climatéricas de muita chuva e temporal, que provocaram a inundação dos estreitos canais da gruta do parque natural Tham Luang-Khun Nam Nang Non, e que terão sido responsáveis pelo encarceramento da equipa de futebol juvenil e do seu treinador, também impediram o progresso rápido das operações de busca.

Apesar do desaparecimento ter ocorrido há já oito dias, as autoridades alimentam a esperança de encontrar o grupo de crianças e o adulto com vida. A crença é de que estarão encarcerados numa cavidade central, que incluiu uma pequena ilha onde poderão ter procurado refúgio da subida das águas.

Todavia, este domingo, as autoridades tailandesas fizeram saber que estão a apenas um quilómetro da gruta central onde os menores e o seu mentor foram dados como desaparecidos. A melhoria das condições atmosféricas está a ajudar às operações. De acordo com as autoridades, os desaparecidos estariam a realizar um treino no momento em que a gruta começou a inundar.

Nesse dia, sábado da semana passada, um dos guardas da gruta notou a existência de várias bicicletas à entrada do parque e deu por falta do grupo de crianças, já depois do horário de encerramento do mesmo. No percurso até à gruta central, em cavidades de menor dimensão, e à medida que o percurso se vai tornando cada vez mais estreito e mais escorregadio, foram sendo encontrados objetos pessoais dos desaparecidos, incluindo mochilas e calçado.

Desde então, 1300 pessoas têm estado envolvidas nas missões de busca e resgate das crianças e do seu treinador. Incluindo soldados norte-americanos e mergulhadores britânicos.

As equipas acreditam que os desaparecidos terão procurado refúgio numa pequena ilha, na cavidade central da gruta. Localizada no Norte do país, perto da fronteira com a Birmânia e o Laos, é a quarta maior gruta da Tailândia, com dez quilómetros de comprimento, muitos passadiços estreitos e sujeitos a frequentes mudanças de maré.

Segundo as últimas notícias, este domingo, as equipas de resgate, depois de vários dias de temporal, estão agora a conseguir avançar pelos túneis inundados, recorrendo a várias dezenas de bombas de extracção de água. “Não vamos fazer marcha-atrás, vamos continuar até encontramos as crianças”, assegurou o comandante-chefe do corpo naval especial, Apakorn Yukongkaew, citado pelo diário Bangkok Post, de acordo com a agência Lusa.

Durante os últimos dias, as equipas de socorristas, apesar de ainda não terem conseguido estabelecer contacto com os desaparecidos, têm repetido os exercícios de socorro. Segundo as autoridades, após uma semana de escuridão na gruta, as vítimas podem ter problemas oculares e pulmonares, pelo que a retirada deve ser realizada com extrema precaução. Vários hospitais da região participaram no exercício.

Caixas com alimentos e telemóveis portáteis foram lançados, na última sexta-feira, por um dos poços da gruta, não longe do local onde os socorristas esperam que as crianças e o seu treinador se encontram.

Em 2014, um homem foi retirado de uma gruta na Alemanha, após 11 dias de espera. Em 2012, no Peru, mineiros passaram sete dias presos e em 2010, no Chile, mineiros resistiram 17 dias presos sob a terra.