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Ativista política mexicana morta em dia de eleições

PEDRO PARDO/GETTY IMAGES

Flora Reséndiz González, militante do Partido dos Trabalhadores, foi morta a tiro no estado mexicano de Michoacan, no oeste do país. Pelo menos 145 políticos ou ativistas foram assassinados no México durante a campanha eleitoral

Uma militante do Partido dos Trabalhadores (PT, na oposição) foi este domingo assassinada a tiro, pouco antes da abertura das assembleias de voto para as eleições no México, anunciaram as autoridades judiciais locais. Flora Reséndiz González não resistiu aos ferimentos "após ter sido ferida por balas às 06h30 (12h30 em Lisboa)" na localidade de Pateo, município de Contepec, no estado de Michoacan (oeste), segundo um comunicado das autoridades judiciais.

O PT integra a coligação "Juntos Faremos História" liderada pelo candidato presidencial de esquerda Andrés Manuel López Obrador, 64 anos, que todas as sondagens indicam como o potencial vencedor do escrutínio.

Numa campanha eleitoral já definida por vários especialistas como "a mais violenta" da história do país, e de acordo com o gabinete de estudos Etellekt, pelo menos 145 políticos ou ativistas envolvidos foram assassinados no México, incluindo 48 candidatos ou pré-candidatos.

Pouco antes do anúncio deste assassinato, o presidente do Instituto eleitoral mexicano (INE), Lorenzo Córdova, tinha-se congratulado com uma jornada que decorria com "tranquilidade e sem incidentes graves".

As eleições no México foram marcadas por uma campanha violenta, tendo este sábado sido morto um jornalista.

  • Vìtima de ameaças, José Guadalupe Chan Dzib foi assassinado a tiro na noite de sexta-feira, mas ainda não foi confirmado que a sua morte esteja relacionada com a prática jornalística. É o sexto jornalista morto no México em 2018 e o seu último artigo era sobre o assassinínio de um defensor do Partido Revolucionário Institucional (PRI)