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Força policial de cidade mexicana detida por suspeita de envolvimento na morte de candidato

Fernando Ángeles Juárez juntou-se ao PRD, partido que concorre coligado com o PAN e o Movimento Cidadão às presidenciais de domingo, 1 de julho. Na foto, apoiantes do candidato presidencial Ricardo Anaya da coligação "Por México al Frente"

ULISES RUIZ/AFP/Getty Images

Fernando Ángeles Juárez, que concorria à Câmara Municipal de Ocampo, foi morto a tiro por desconhecidos na passada quinta-feira. Juárez é o terceiro político a ser morto no estado de Michoacán em pouco mais de uma semana. No domingo, mexicanos elegem novo Presidente, senadores e membros da Câmara dos Deputados e ainda líderes regionais e locais

A força policial da cidade de Ocampo, no estado mexicano de Michoacán, foi detida em peso este domingo por suspeitas de envolvimento no assassinato de um candidato à Câmara Municipal. Fernando Ángeles Juárez foi morto a tiro por desconhecidos na passada quinta-feira, em frente a uma das suas propriedades.

Juárez é o terceiro político a ser morto naquele estado do México em pouco mais de uma semana e junta-se aos mais de 100 políticos assassinados em todo o país na contagem decrescente para as eleições do próximo domingo, 1 de julho.

Após a morte de Juárez, os procuradores acusaram o diretor de segurança pública de Ocampo, Oscar González García, de envolvimento. Quando agentes federais chegaram à cidade no sábado para o deterem, acabaram eles próprios detidos por agentes locais. Na manhã seguinte, voltaram com reforços e prenderam toda a força policial e o seu chefe.

García e os 27 agentes da polícia da cidade foram algemados e levados para interrogatório na capital estadual, Morelia. Os procuradores acusam-nos de ligações a grupos de crime organizado no estado.

México elege Presidente, deputados e líderes locais no domingo

Fernando Ángeles Juárez era um empresário de sucesso, com pouca experiência política, antes de decidir concorrer à autarquia de Ocampo. Ainda considerou candidatar-se como independente, mas acabou por se juntar ao Partido da Revolução Democrática (PRD), de centro-esquerda.

A nível nacional, o PRD concorre coligado com o Partido de Ação Nacional (PAN, de centro-direita) e o Movimento Cidadão às eleições de 1 de julho. Juntos, formam a coligação “Por México al Frente”.

No domingo, os mexicanos são chamados às urnas para escolher um novo Presidente, que será o sucessor de Enrique Peña Nieto (do PRI, Partido Revolucionário Institucional), além dos senadores e membros da Câmara dos Deputados. Mais de três mil postos a nível regional e local também serão disputados.