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Bombardeamento contra dissidentes da ex-guerrilha colombiana das FARC faz 16 mortos

Guerrilheiros das FARC fotografados em janeiro

FOTO KAVEH KAZEMI/GETTY IMAGES

A menos de quatro dias da segunda volta das eleições colombianas, as forças armadas lançaram o mais violento ataque registado contra a guerrilha das FARC desde que os Acordos de Paz foram assinados. Pelo menos 16 pessoas morreram

O maior bombardeamento realizado pelas forças militares contra os dissidentes da antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) provocou pelo menos 16 mortos na quarta-feira, segundo o último balanço oficial das autoridades. A operação das forças militares, na qual participou uma frota de aviões militares KFIR e Super Tucano, foi realizada no município de Fortul, departamento de Arauca, divulgaram as forças militares em comunicado.

Esta operação "constitui praticamente o desmantelamento" do grupo de Alex Rendom, denominado de "El Burro", acusado pelas autoridades de ataques contra o hospital local, a infraestrutura de petróleo e a polícia, declarou o ministro da Defesa do país, Luis Carlos Villegas. "Não baixaremos a guarda contra estes criminosos", garantiu horas depois o Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, na sua conta oficial da rede social Twitter. Este é o maior bombardeamento realizado pelas autoridades colombianas contra os rebeldes que não aderiram ao acordo de paz assinado em 2016.

As forças armadas colombianas estimam que cerca de 1.200 dissidentes operam, sem comando centralizado, em várias zonas da Colômbia.
Apesar de o acordo com as ex-FARC ter levado a uma diminuição da intensidade do conflito armado, outros grupos, bem como o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha ativa do país, disputam o controlo do território, nomeadamente pelo tráfico de droga e atividades mineiras clandestinas.