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Internacional

Especialistas analisam com reserva o documento assinado na cimeira de Singapura

Como e quando se vai desenrolar o processo assinado pela Coreia do Norte e pelos Estados Unidos permanece uma nebulosa. Também está por definir qual o armamento visado pela "desnuclearização". Reações.

Especialistas de assuntos coreanos receberam com ceticismo o documento que foi assinado esta terça-feira por Donald Trump e Kim Jung-un na cimeira de Singapura.

O professor de Ciência Política da Universidade sul-coreana de Pusan Robert Kelly chamou ao documento "deprimente" num tweet onde lhe chama "ainda mais escasso" do que o antecipado pelos céticos.

Não há referências ao armamento em questão nem ao calendário para a "realização de esforços conjuntos".

O professor da Universidade de Pusan insiste que o acordo assinado não ultrapassa em pormenor outros documentos referentes às mesmas questões que foram assinados no passado.

Chad O'Carroll, presidente do Korea Risk Group, adianta que "a construção da confiança mútua" sugere "um processo passo a passo", mas não é referida qualquer calendarização para esses passos.

Citando Donald Trump, O'Carrol pretende demonstrar a falta de dados consistentes no discurso do Presidente americano: "Faremos a desnuclearização o mais rapidamente que seja possível em termos científicos e mecânicos". E isto acontecerá até "alcançar um ponto do processo sem retorno".

Josh Rogin, colunista e analista político do "Washington Post", faz o "fact check" e aponta a discrepância entre o que foi dito e a realidade. Trump afirmou que a Coreia do Norte tinha "dado muito" aos EUA: "errado!".