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Há pelo menos dez mulheres no novo Governo espanhol

Eduardo Parra/Getty Images

Pedro Sánchez deverá apresentar ainda esta quarta-feira a lista completa dos ministros que escolheu para formar Governo. A imprensa espanhola já revelou a maior parte dos nomes

Deverá ser apresentada ainda esta quarta-feira a lista completa com os nomes dos novos ministros do Governo espanhol, mas durante a manhã a imprensa tem avançado os titulares já confirmados. Nas catorze pastas dadas como atribuídas, salta à vista a predominância das mulheres: nada menos que dez.

Desde logo, o Executivo liderado por Pedro Sánchez terá Carmen Calvo como vice-presidente e ministra da Igualdade. Doutorada em Direito Constitucional, terá também a seu cargo as relações com o Parlamento.

A pasta da Economia ficará nas mãos de Nadia Calviño, uma alta funcionária europeia, economista e advogada de formação, figura muito respeitada e que recentemente ocupou o cargo de diretora geral dos Orçamentos da Comissão Europeia.

Josep Borell ocupará o ministério dos Negócios Estrangeiros. Antigo presidente do Parlamento Europeu e ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Ambiente (no Governo de Felipe González), com a sua escolha Sánchez “envia uma mensagem de firmeza aos independentistas catalães”, escreve o “El País”.

Juntando duas super-pastas, o novo Governo confia a Teresa Ribera o Ambiente e a Energia. Ex-secretária de Estado do Ambiente e das Alterações Climáticas, é uma reconhecida lutadora pela causa do planeta e liderou a Oficina Española de Cambio Climático entre 2004 e 2011.

Para ministra da Justiça, Sánchez avança o nome de Dolores Delgado, 55 años, próxima do ex-juíz Baltasar Garzón e com uma carreira de mais de 25 años como representante do Ministério Público na Audiência Nacional (principal instância penal de Espanha). É conhecida sobretudo por coordenar a luta contra o jiadismo.

Outra mulher, Carmen Montón, ficará responsável pelo ministério da Saúde. É licenciada em Medicina e grande defensora do serviço de saúde público, devendo-se à sua ação a marcha-atrás em vários acordos com hospitais privados Com 42 anos, é casada, tem uma filha, e o “El País descreve-a como “feminista e militante socialista desde os 16 anos”.

O terceiro nome masculino a integrar o Executivo é Pedro Duque, o novo ministro da Ciência. Natural de Madrid, tem 55 anos, é engenheiro aeronáutico e o primeiro astronauta espanhol.

É também um homem o novo ministro da Defesa. Costantino Méndez já foi secretário de Estado do mesmo ministério, entre 2008 e 2011, durante o segundo governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero. Era então ministra Carme Chacón, de quem foi um estreito colaborador.

Tudo menos próxima de Pedro Sánchez - sempre esteve conotada com a ‘outra’ ala do PSOE - Maria Jesús Montero fica com a pasta das Finanças. É médica e cirurgiã por formação académica, e ocupou diversos cargos ligados à gestão hospitalar. O novo modelo de financiamento regional é um dos mais importantes processos que terá em mãos, a desenvolver em estreita colaboração com a ministra da Economia.

Figura central do PSOE e um dos nomes que integram o “núcleo duro de Sánchez”, como assinala o La Vanguardia”, José Luís Ábalos, 68 anos, será ministro do Fomento. É deputado do Congresso desde 2009. O vínculo com o novo presidente do Governo remonta às primárias de 2014 e foi o deputado por ele encarregado de defender, na semana passada, a moção de censura contra Mariano Rajoy.

Para a pasta da Educação foi escolhida Isabel Celaá, 69 anos, atualmente presidente da Comissão de Ética e Garantias do PSOE. Segundo o “ABC”, entre 2009 e 2012 foi conselheira para a Educação, Universidades e Investigação. É licenciada en Filosofia, Filologia Inglesa e Direito e catedrática de Língua e Literatura Inglesa. “Está vinculada à cultura irlandesa, já que viveu em Belfast e Dublin”, escreve o mesmo jornal.

A dirigente socialista Magdalena Valerio é a nova ministra do Trabalho. Tem 59 anos e apoiou Sánchez nas primárias, quando este enfrentou Susana Díaz.

É uma pasta importante para o novo Governo, que prometeu retomar o diálogo com o governo autonómico da Catalunha. Já está entregue. A Administração Territorial fica sob a alçada da deputada catalã Meritxell Batet, licenciada em direito e professora de direito administrativo e constitucional.

Apesar de ainda sem pasta confirmada, os nomes de Margarida Robles, fiel apoiante de Sánchez, e de Pilar Cancela são também dados como certos no Governo. Cancela é atualmente presidente da Comissão de Igualdade e secretária federal, no Congresso, responsável pela área das políticas migratórias.

(Artigo atualizado às 15h40)

  • Quem é Pedro Sánchez, o novo chefe do Governo espanhol?

    Resistência e determinação. Ao líder do PSOE são reconhecidas as duas qualidades e nenhuma será alheia à sua chegada à presidência do executivo espanhol, afastando Rajoy. Aos 46 anos fez triunfar a indignação, ao conseguir que a moção de censura apresentada pelo seu partido fosse aprovada