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Harvey Weinstein declarou-se inocente. Relações sexuais foram “consentidas”

O produtor de Hollywood Harvey Weinstein inspirou o novo filme de Brian de Palma

JUSTIN LANE/EPA

Advogado de Harvey Weinstein declarou que as relações sexuais com as mulheres que denunciaram o produtor norte-americano foram “consentidas”

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

Harvey Weinstein, o produtor norte-americano acusado dos crimes de violação e abuso sexual, declarou-se inocente esta terça-feira no Supremo Tribunal de Nova Iorque.

Segundo o seu advogado, Benjamin Brafman, todas as relações sexuais que Weinstein teve com as mulheres que o denunciaram foram “consentidas”. “Creio que hoje é o primeiro dia deste processo. Começamos hoje a nossa luta”, disse ainda o advogado à saída do tribunal, afirmando que tudo fará para que o caso não vá a julgamento. Já o produtor deixou o tribunal sem prestar quaisquer declarações aos jornalistas.

Harvey Weinstein poderá enfrentar uma pena de até 25 anos de prisão caso seja dado como culpado nos casos de violação sexual envolvendo duas mulheres - uma terá sido violada num quarto de hotel e outra alegou ter sido forçada a atos sexuais no escritório do produtor, segundo a agência de notícias Associated Press.

No total, mais de setenta mulheres disseram ter sido abusadas sexualmente por Weinstein. Além da investigação em Nova Iorque, decorrem outras em paralelo, em Los Angeles e Londres. Também o Governo federal dos EUA está a investigar outras alegações.

O produtor, de 66 anos, entregou-se a 25 de maio às autoridades em Nova Iorque e saiu em liberdade e com pulseira eletrónica depois de pagar uma multa no valor de um milhão de dólares (864 mil euros). Ficou proibido de sair de Nova Iorque e do Connecticut.

Após as primeiras denúncias, em outubro do ano passado, Weinstein foi afastado da empresa Weinstein Company, que ajudou a fundar, e de associações como a Academia de Cinema dos EUA, que atribui anualmente os Óscares.