Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Trump diz ter “todo o direito” de se perdoar a si próprio

Andrew Harrer / EPA

Através do Twitter, Trump voltou a referir-se à investigação da alegada interferência russa nas eleições de 2016 como uma “interminável caça às bruxas”. Insistiu que pode, mas no âmbito desse processo não vai conceder a si próprio perdão, porque não fez “nada de errado”

Donald Trump considera ter “todo o direito” de se perdoar a si mesmo no caso da alegada interferência da Rússia nas eleições de 2016, mas garante que não precisa de conceder esse perdão, porque não fez nada de errado.

Um dia depois de um dos seus advogados, Rudy Giuliani, ter admitido a hipótese, defendendo que o perdão em causa própria era uma possibilidade, o tweet de Trump - partilhado esta manhã - lembra que esta é a opinião “de vários especialistas em direito”, mas insiste não ter razões para a pôr em prática: “Por que o faria?”

Trump voltou a referir-se à investigação como uma “interminável caça às bruxas”.

A possibilidade de um auto-perdão parece ter sido levantada numa carta, datada de 29 de janeiro, dos advogados de Trump ao conselheiro Robert Mueller, que conduz o processo. Publicada no jornal “The New York Times” no sábado, a missiva argumentava que o Presidente não poderia ter obstruído a investigação de Mueller, dados os poderes que lhe são concedidos pela Constituição.

Ao programa “Meet the Press” da NBC, o advogado Rudy Giuliani defendeu ser possível um auto-perdão, mas considerou que, a existir, o Presidente dos EUA corria o risco de provocar a sua “destituição imediata”.

  • Trump poderia perdoar-se a si mesmo mas não vai fazê-lo, diz advogado

    “O Presidente dos EUA perdoar-se a si mesmo seria impensável e isso provavelmente levaria a uma destituição imediata”, reconhece, contudo, o advogado Rudy Giuliani. A possibilidade de um auto-perdão no caso da alegada interferência da Rússia nas eleições de 2016 parece ter sido levantada numa carta dos advogados de Trump ao conselheiro especial Robert Mueller, a que o jornal “The New York Times” teve acesso