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Dois polícias e um automobilista mortos num ataque em Liège

Um homem armado disparou ao início da manhã desta terça-feira sobre elementos da autoridade, matou dois polícias e um condutor e fez uma refém. Tudo antes de ser morto pelas forças especiais belgas. Ainda se desconhece o motivo deste ataque mas as autoridades não descartam a hipótese de terrorismo

Dois polícias e um condutor de um veículo que estava a passar no local àquela hora foram mortos por um homem armado na cidade belga de Liège.

O incidente decorreu durante a manhã desta terça-feira (pelas 10h30 locais, 9h30 em Lisboa), quando um indivíduo disparou sobre quatro polícias – junto ao café Augustins (na rua com o mesmo nome) – matando dois e ferindo outros dois.

Alguns meios de Comunicação Social belgas dão ainda conta de uma terceira vítima mortal, um jovem, de 22 anos, que ia a passar de carro no momento do tiroteio. Em seguida o atacante terá entrado na escola secundária L’athénée Léonie de Waha, onde fez uma refém, antes de ser neutralizado e abatido por uma força especial da polícia francesa. A mulher que foi feita refém “encontra-se bem”, segundo as autoridades.

A escola foi evacuada e rua onde se deu o ataque foi interditada.

O jornal belga "L`Echo" cita a porta-voz do Ministério Público, Catherine Collignon, que dá conta da existência de dois feridos e dois polícias mortos. As circunstâncias deste tiroteio são ainda "desconhecidas", mas as autoridades estão a avaliar a possibilidade de se ter tratado de um ataque terrorista. Alguns media locais, que citam fontes policiais, referem que o atacante gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande).

Segundo o “Le Soir”, o atacante era Benjamin Hermann, de 33 anos, que contava com antecedentes criminais e que mantinha ligações com indivíduos radicalizados detidos.

Entretanto, o ministro do Interior Jan Jambon afirmou que o centro de crise anti-terrorismo belga está a acompanhar a situação e já foi aberto um inquérito. O rei, o primeiro-ministro e o ministro da Justiça deverão deslocar-se ainda hoje ao local do incidente.

No local permanecem várias viaturas da polícia e ambulâncias. Desde os atentados de 2016, que foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), a Bélgica mantém-se em alerta máximo.

(Atualização às 12h47)