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Internacional

Surto de ébola na República Democrática do Congo chega à cidade

JOHN WESSELS/AFP/Getty Images

Ministro da Saúde do país fala numa “nova fase” da doença, que a tornará cada vez mais difícil de controlar. Na quarta-feira, mais de quatro mil doses de uma vacina experimental chegaram ao país. No entanto, especialistas alertam que a vacina tem de ser armazenada a muito baixas temperaturas e o fornecimento de eletricidade no Congo não é confiável

O surto de ébola na República Democrática do Congo espalhou-se do campo para a cidade, alimentando receios de que a doença será cada vez mais difícil de controlar. O ministro da Saúde do país, Oly Ilunga Kalenga, anunciou esta quarta-feira que o surto estava a entrar numa “nova fase”, “afetando agora três zonas, incluindo uma zona urbana”.

O governante referia-se a um caso detetado em Mbandaka, uma cidade com um milhão de habitantes, localizada a cerca de 130 quilómetros da zona onde os primeiros casos foram confirmados no início deste mês. A cidade é um importante centro de transportes, com várias rotas viárias para a capital congolesa, Kinshasa.

Até ao momento, 42 pessoas foram infetadas e há 23 mortes confirmadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram identificadas 430 pessoas que podem ter tido contacto com a doença, estando os profissionais de saúde a trabalhar para localizar mais de quatro mil contactos de pacientes com ébola, que se espalharam pelo noroeste do país.

No mesmo dia, mais de quatro mil doses de uma vacina experimental, enviadas pela OMS, chegaram à República Democrática do Congo, com outro lote esperado em breve. A vacina da farmacêutica Merck ainda não está licenciada, mas revelou-se eficaz em testes limitados durante o surto de ébola na África Ocidental.

A vacina precisa de ser armazenada a temperaturas entre os 60 e os 80 graus negativos. No entanto, o fornecimento de eletricidade no país não é confiável, alertam especialistas.

Esta é a nona vez que um surto de ébola é registado na República Democrática do Congo. Só em 2014, mais de onze mil pessoas morreram na Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria por causa do vírus.