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Internacional

Coreia do Sul oferece-se como “mediador” entre EUA e Coreia do Norte

JUNG YEON-JE

A anúncio surge um dia depois de Pyongyang ter ameaçado cancelar a cimeira do próximo mês entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Na próxima semana, Trump recebe o Presidente da Coreia do Sul na Casa Branca num encontro em que os dois líderes deverão discutir a cimeira histórica, que parece estar agora em risco

A Coreia do Sul anunciou esta quinta-feira que tentará servir de "mediador" entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, um dia depois de Pyongyang ter ameaçado cancelar a cimeira histórica do próximo mês.

As dúvidas sobre o encontro entre Donald Trump e o líder norte-coreano, marcado para 12 de julho em Singapura, surgiram quando o regime de Kim Jong-un classificou os exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul como uma provocação. Em resultado, cancelou as conversações de alto nível com Seul e ameaçou fazer o mesmo com Washington. Pyongyang fez saber que não marcará presença no encontro se os Estados Unidos continuarem a exigir que abandone unilateralmente o arsenal nuclear. Em resposta, o Presidente norte-americano afirmou que não é claro se o encontro efetivamente se realizará, mas que vai continuar a insistir na desnuclearização da península coreana.

Um representante da Casa Azul, a residência oficial do chefe de Estado sul-coreano, anunciou que o Governo ou o Presidente Moon Jae-in pretendem desempenhar mais ativamente “o papel de mediador” entre os três países.

A 22 de maio, Trump recebe o Presidente sul-coreano na Casa Branca num encontro em que os dois líderes deverão discutir a cimeira EUA-Coreia do Norte. Nessa altura, os dirigentes sul-coreanos pretendem transmitir aos Estados Unidos “o que têm discernido sobre a posição e a atitude” dos vizinhos do Norte e vice-versa, ajudando assim a preencher a lacuna entre as duas posições, concluiu o representante da Casa Azul.

Apesar da ameaça de cancelamento unilateral de Pyongyang, Seul anunciou esta quinta-feira, num outro comunicado, que pretende continuar as conversações de alto nível com a Coreia do Norte.