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Angola nomeou, por fim, embaixador em Portugal

Formalização de Carlos Alberto Fonseca, há muito escolhido por Luanda e aceite por Lisboa, estava suspensa devido às tensões geradas pelo processo contra o ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

com Gustavo Costa, correspondente em Luanda

Editor da Secção Internacional

O Governo angolano formalizou esta manhã a nomeação de Carlos Alberto Fonseca para a sua embaixada em Lisboa, informa numa nota a Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço.

O diplomata já fora escolhido pelo Presidente de Angola e aceite por Portugal, mas João Lourenço tardou a indicar oficialmente Fonseca para o cargo, devido ao conflito causado pelo processo contra o ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente.

O antigo número dois de José Eduardo dos Santos é acusado de ter subornado o procurador português Orlando Figueira, com 760 mil euros, para arquivar inquéritos em que era visado, nomeadamente relativos à compra de uma casa luxuosa no edifício Estoril-Sol.

Angola exigiu que Vicente fosse julgado pelos seus tribunais, e não pelos portugueses. O Executivo luso sempre argumentou com a separação de poderes para não interferir, até que, no passado dia 10, o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu transferir o processo para Angola. Desaparece, assim, o “irritante” nas relações entre os dois países, retomando a palavra adotada pelo Presidente da República, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros portugueses. Marcelo Rebelo de Sousa falou com Lourenço ao telefone, no dia seguinte.